Portátil do PS6 pode ser o único com RDNA 5 devido a exigência da AMD
O suposto PS6 portátil pode ser o único dispositivo de sua categoria equipado com um processador personalizado baseado na arquitetura RDNA 5 da AMD. A informação surgiu a partir de comentários atribuídos a Richard Leadbetter, do Digital Foundry, e sugere que a Sony poderia conquistar uma vantagem tecnológica sobre seus concorrentes.
Segundo o Wccftech, Leadbetter comentou, durante um episódio do podcast Digital Foundry Direct exclusivo para assinantes do Patreon, que existem discussões nos bastidores sobre uma espécie de exclusividade da Sony envolvendo a RDNA 5 para dispositivos portáteis.
Entretanto, essa possível exclusividade não estaria necessariamente ligada a um contrato que impedisse outras fabricantes de utilizar a arquitetura. O principal motivo seria a disposição da AMD em desenvolver chips personalizados apenas para clientes capazes de garantir grandes volumes de produção.
AMD teria exigido encomenda de 10 milhões de chips
A discussão retoma informações divulgadas em outubro de 2025 pelo conhecido informante Kepler_L2. Na ocasião, ele afirmou que a AMD teria exigido da Microsoft um compromisso de compra de pelo menos 10 milhões de processadores para desenvolver um chip dedicado ao seu projeto de Xbox portátil. Segundo o relato, a Microsoft teria considerado o investimento arriscado diante do tamanho do mercado.

Para comparação, o próprio informante estimava que o Steam Deck havia vendido aproximadamente 5 milhões de unidades. Essa versão, porém, foi contestada por Jez Corden, jornalista do Windows Central, que negou a informação. Portanto, não existe confirmação de que a AMD realmente imponha esse volume mínimo. Ainda assim, a Sony poderia estar em uma posição favorável para negociar um processador semipersonalizado, considerando sua presença no mercado de consoles e a parceria de longa data com a AMD.
O que a RDNA 5 poderia oferecer ao portátil?
A possível vantagem envolve tecnologias que Sony e AMD já apresentaram oficialmente por meio do Project Amethyst, iniciativa conjunta voltada ao desenvolvimento de soluções gráficas de próxima geração.
Em outubro de 2025, Mark Cerny, arquiteto do PS5, e Jack Huynh, executivo da AMD, detalharam três recursos:
- Neural Arrays: permitem que unidades de processamento trabalhem conjuntamente em tarefas de inteligência artificial, favorecendo técnicas avançadas de reconstrução de imagem.
- Radiance Cores: aceleram cálculos de ray tracing e path tracing, reduzindo a carga sobre outras partes da GPU.
- Universal Compression: comprime diferentes tipos de dados enviados à memória, reduzindo o consumo de largura de banda e potencialmente melhorando a eficiência energética.
Essas tecnologias seriam particularmente interessantes em um portátil, no qual desempenho gráfico, consumo energético e autonomia da bateria precisam ser equilibrados. A colaboração também já apresenta resultados concretos.
Em outubro de 2026, a Sony anunciou o Quick Spectral Super Resolution (QSSR), uma tecnologia de upscaling derivada do Project Amethyst que chegou ao PS5 por meio de atualizações para Marvel’s Wolverine e Ghost of Yōtei. Isso demonstra o avanço da parceria, embora não confirme que todos os recursos apresentados estarão disponíveis no futuro portátil.
E os futuros portáteis do Xbox e Steam Deck?
A concorrência também prepara novidades. Uma reportagem recente baseada em informações da Fortune indica que a Microsoft pretende lançar um novo dispositivo portátil no final de 2027, enquanto o console Project Helix chegaria em 2028. Ainda não está claro se o portátil será fabricado diretamente pela Microsoft ou por uma parceira.
Já a Valve confirmou que continua trabalhando no sucessor do Steam Deck, mas afirmou que pretende esperar por um avanço significativo em desempenho e eficiência antes de lançá-lo. Não existe uma data oficial de lançamento. Caso os rumores se confirmem, a Sony poderia ter acesso antecipado a um chip RDNA 5 projetado especificamente para seu dispositivo, enquanto concorrentes recorreriam a outras soluções da AMD.
Por enquanto, a Sony não anunciou oficialmente um novo console portátil capaz de executar jogos nativamente, tampouco confirmou suas especificações, preço ou lançamento. A eventual vantagem tecnológica também não garantiria sucesso comercial, que dependerá de fatores como biblioteca de jogos, compatibilidade, autonomia e preço final.
Fonte: Wccftech
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