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PS6 pode custar mais de US$ 1.000 após disparada no preço das memórias, aponta insider

Apenas a memória RAM e o armazenamento do PS6 já representariam um custo superior a US$ 680

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O PS6 pode chegar ao mercado com um preço bastante superior ao das gerações anteriores. Novas estimativas divulgadas pelo insider de hardware KeplerL2 indicam que apenas a memória RAM e o armazenamento SSD do futuro console da Sony já teriam um custo superior a US$ 680 por unidade, levantando a possibilidade de um preço final acima dos US$ 1.000.

A informação foi compartilhada durante uma discussão no fórum NeoGAF sobre os custos de fabricação dos consoles da próxima geração. O valor mencionado não inclui outros componentes essenciais, como processador, placa-mãe, sistema de refrigeração e fonte de alimentação. O cenário preocupa especialmente porque a indústria de semicondutores enfrenta uma forte pressão sobre os preços das memórias, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial.

Apesar das estimativas, a Sony ainda não anunciou oficialmente o preço, as especificações técnicas ou a data de lançamento do PS6. Portanto, os valores divulgados devem ser tratados como rumores, e não como uma confirmação de quanto o console custará aos consumidores.

PS6

Memória e armazenamento do PS6 já custariam mais do que um PS5 completo

Durante a discussão no NeoGAF, um participante sugeriu que a Sony poderia subsidiar parte dos custos de fabricação para lançar seu próximo console por aproximadamente US$ 680. KeplerL2 respondeu que apenas a RAM e o armazenamento NAND já ultrapassariam esse valor, tornando o cenário apresentado pelo usuário mais difícil de sustentar.

A comparação chama atenção porque o PS5 padrão tem preço oficial sugerido de US$ 649,99 nos Estados Unidos, enquanto o PS5 Digital Edition custa US$ 599,99 e o PS5 Pro chega a US$ 899,99. Esses valores entraram em vigor em 2 de abril de 2026, após um reajuste anunciado pela Sony. Isso significa que, se a estimativa estiver correta, apenas dois grupos de componentes do PS6 custariam mais do que o preço de venda de um PS5 convencional.

A conta também não considera outras despesas relacionadas à fabricação, montagem, transporte, distribuição e comercialização do aparelho. Entretanto, existe uma diferença importante entre o custo estimado dos componentes e o preço final de um produto. Fabricantes como a Sony negociam contratos de fornecimento em grande escala e podem absorver parte das despesas para tornar seus consoles comercialmente mais competitivos.

Consequentemente, um custo elevado de fabricação não significa automaticamente que o PS6 será vendido por mais de US$ 1.000, embora aumente a pressão para que isso aconteça.

Inteligência artificial está encarecendo as memórias usadas nos videogames

Um dos principais fatores por trás da alta nos custos é a crescente demanda por componentes destinados à infraestrutura de inteligência artificial. Empresas que operam grandes data centers estão ampliando seus investimentos em servidores, aceleradores e sistemas de armazenamento, o que aumenta a disputa pela capacidade de produção de memórias.

Segundo KeplerL2, quando os projetos dos processadores dos consoles da próxima geração começaram a ser desenvolvidos, havia uma expectativa de que a memória GDDR7 custasse aproximadamente US$ 3 por gigabyte. Atualmente, as estimativas citadas nas discussões sobre o PS6 apontam valores entre US$ 20 e US$ 23 por gigabyte.

A pressão sobre os preços também aparece em levantamentos independentes. Em relatório publicado em 30 de setembro, a consultoria TrendForce projetou novos aumentos nos preços contratuais das memórias durante o quarto trimestre de 2026. As projeções incluem uma alta entre 10% e 15% para as memórias DRAM convencionais e um aumento entre 15% e 20% para os componentes NAND Flash.

A consultoria também destacou que a produção de GDDR7 continua limitada, enquanto a demanda por componentes utilizados em aplicações de inteligência artificial permanece elevada. Esses dados não comprovam os custos específicos do PS6, mas demonstram que a pressão sobre a cadeia de fornecimento vai além dos rumores envolvendo o console da Sony.

Sony já afirmou que não pretende vender hardware com grandes prejuízos

Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, realizada em junho de 2026, Hideaki Nishino, presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, discutiu a estratégia de preços da companhia e os desafios impostos pelo aumento dos custos de fabricação. Na ocasião, o executivo reconheceu que a empresa não poderia absorver integralmente os reajustes dos componentes e deixou claro que preservar a rentabilidade continua sendo uma prioridade.

“Como princípio, não pretendemos vender hardware com prejuízos significativos”, afirmou Nishino, conforme o documento oficial divulgado pela Sony. A declaração não estabelece um preço para o PS6, mas indica que a fabricante pretende manter controle sobre eventuais subsídios oferecidos na comercialização de seus equipamentos.

O próprio PS5 já passou por aumentos de preço. Em março de 2026, a Sony anunciou um reajuste global que entrou em vigor no início de abril, atribuindo a decisão às pressões do cenário econômico internacional. Com o PS5 Pro chegando a US$ 899,99 nos Estados Unidos, a marca de US$ 1.000 para um futuro console já não parece tão distante quanto nas gerações anteriores.

PS6 realmente pode ultrapassar os US$ 1.000?

Por enquanto, a resposta depende de fatores que ainda não são conhecidos publicamente. O custo dos componentes no momento do lançamento, os contratos negociados pela Sony com seus fornecedores e a margem de lucro pretendida pela companhia terão influência direta no preço final.

Uma possível redução futura nos preços das memórias também poderia aliviar a pressão financeira. Alternativamente, a fabricante poderia ajustar características do hardware, como a capacidade de armazenamento, ou absorver parte dos custos para oferecer um preço mais competitivo.

ps6

Entretanto, se os valores mencionados por KeplerL2 estiverem próximos da realidade e o mercado continuar pressionado, lançar um console abaixo de US$ 1.000 poderá exigir concessões importantes.

A Sony já confirmou que investe na próxima geração do PlayStation, mas ainda não apresentou oficialmente o PS6. Até que isso aconteça, qualquer previsão de preço deve ser encarada como especulação, mesmo diante dos sinais concretos de encarecimento da produção de hardware.

Fonte: Digitaltrends

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Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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