Nintendo Switch 2 já roda YouTube após primeiro jailbreak, e novo desbloqueio está a caminho
O primeiro jailbreak por software do Nintendo Switch 2 já começa a apresentar resultados. Poucos dias após a divulgação do exploit ns2jb, um desenvolvedor demonstrou o YouTube funcionando no console, enquanto surgiram relatos sobre um novo método de desbloqueio que poderia dispensar a conexão com um computador.
As novidades representam avanços para a comunidade homebrew, embora algumas demonstrações ainda não tenham sido verificadas de maneira independente. Em 25 de outubro, o desenvolvedor @byizmysh publicou no X um vídeo mostrando o YouTube aparentemente funcionando no Switch 2. Segundo ele, a implementação utiliza como base o VacuumTube, projeto de código aberto que reproduz a interface do YouTube utilizada em televisores e outros dispositivos.
A demonstração chama atenção porque o aplicativo oficial do YouTube, disponível no Nintendo Switch original, continua incompatível com seu sucessor. A própria Nintendo confirma essa limitação em sua página de suporte. Por enquanto, o projeto apresentado pelo desenvolvedor não possui uma versão pública para download nem documentação suficiente para reproduzir os resultados.
YouTube is running on Switch 2 now!
Wrote the whole thing in Brainfuck, obviously. Don't ask why I stopped using BASIC.
Based on the open-source VacuumTube project.#Switch2 #Jailbreak #Homebrew #ns2jb pic.twitter.com/Ton1OVtPoX
— Izmysh (@byizmysh) October 25, 2026
Como funciona o primeiro jailbreak do Nintendo Switch 2?
O avanço começou com o pesquisador de segurança Sammy Hajhamid, conhecido como pepsipu, responsável pelo ns2jb, um exploit divulgado publicamente em 22 de outubro. O método funciona no firmware 23.0.1 e explora vulnerabilidades relacionadas ao SmileBASIC 4, aplicativo de programação lançado originalmente para o primeiro Nintendo Switch.
Em sua documentação técnica, Hajhamid explica que identificou, com auxílio do OpenAI Codex, uma falha de integer overflow no interpretador do SmileBASIC. A exploração dessa vulnerabilidade, combinada com outra falha no módulo responsável pelo sistema de arquivos, possibilitou executar código não autorizado com privilégios adicionais.
Para demonstrar os resultados, o pesquisador modificou Mario Kart World, adicionando personagens como Peter Griffin, Hatsune Miku e Cinnamoroll. Entretanto, o ns2jb ainda é um desbloqueio experimental e limitado. Ele exige um computador com Linux ou macOS na mesma rede para sua ativação e precisa ser executado novamente após uma reinicialização.
Segundo a Ars Technica, a exploração também não oferece acesso completo ao kernel, componente central do sistema operacional. Após a divulgação da descoberta, o SmileBASIC 4 foi retirado da Nintendo eShop, dificultando o acesso ao método por usuários que ainda não possuíam o aplicativo.
Novo exploit poderia funcionar sem precisar de um PC
Enquanto isso, o pesquisador Gezine, conhecido por seus trabalhos envolvendo segurança de consoles, estaria explorando uma alternativa do tipo untethered. De acordo com relatos compartilhados no Reddit e repercutidos pelo Wccftech, uma possível implementação utilizaria um instalador para armazenar a cadeia de exploração nos dados de salvamento, permitindo acioná-la posteriormente durante a inicialização do console.
A principal vantagem seria eliminar a necessidade de recorrer a um computador sempre que o dispositivo fosse reiniciado. Gezine já havia mencionado publicamente a possibilidade de um jailbreak desse tipo, mas não existe confirmação independente de que a implementação descrita esteja concluída ou funcionando de maneira estável.
Além disso, um exploit com acesso apenas ao ambiente de usuário não significa necessariamente a existência de um firmware personalizado completo, como o Atmosphère, conhecido entre usuários do Switch original.
Arquivos de jogos também estariam sendo extraídos
Outros relatos indicam que pesquisadores começaram a extrair arquivos RomFS de títulos do Nintendo Switch 2, incluindo supostos materiais relacionados a Mario Kart World e à versão beta de The Duskbloods. Essas alegações, contudo, ainda não foram comprovadas publicamente. Caso confirmadas, poderiam ampliar as possibilidades de modificações, estudos de engenharia reversa e ferramentas desenvolvidas pela comunidade.
A Nintendo, por sua vez, mantém restrições contratuais contra modificações não autorizadas no console. Seu acordo de usuário prevê medidas que podem chegar à inutilização permanente de funcionalidades do aparelho em caso de violação das condições estabelecidas.
Por enquanto, o desbloqueio do Switch 2 permanece em estágio inicial. Apesar das demonstrações envolvendo jogos modificados e aplicativos alternativos, ainda não há um método público, simples e permanente que ofereça controle completo do hardware.
Fonte: Wccftech
Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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