O anúncio nesta terça-feira de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, sobre mudanças nas políticas de moderação de conteúdo nas plataformas da empresa, gerou reações diversas no cenário político brasileiro.
A decisão de encerrar o programa de checagem de fatos e implementar as “notas da comunidade”, semelhante ao modelo adotado pelo X, foi recebida com críticas por parte de representantes do governo e parlamentares de esquerda, enquanto políticos de direita celebraram a medida.
Críticas do Governo e da esquerda
João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, interpretou as declarações de Zuckerberg como um ataque direto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Brant afirmou que o posicionamento do CEO da Meta antecipa o início do governo de Donald Trump e revela uma aliança da empresa com os Estados Unidos contra países que buscam regulamentar o ambiente digital para proteger direitos.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) criticou a decisão, acusando Zuckerberg de aliar-se à extrema-direita para aumentar sua fortuna. Boulos afirmou que, para os bilionários das big techs, a democracia é apenas uma palavra bonita e nada mais
Em entrevista à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também expressou preocupação, afirmando que a nova política da Meta amplia os riscos de disseminação de desinformação. Haddad destacou que a liberdade de expressão não deve incluir calúnia, mentira e difamação
Apoio da Direita
Por outro lado, parlamentares de direita comemoraram o anúncio. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) interpretou a decisão como um avanço na luta pela liberdade de expressão, afirmando que o Brasil se isola como o país da censura.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) exaltou o movimento como um marco contra o autoritarismo global, destacando a conexão com a ascensão de Donald Trump nos EUA e a resistência a políticas autoritárias na América Latina. Van Hattem criticou governos que, segundo ele, utilizam mecanismos de censura para se perpetuar no poder.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também se manifestou, elogiando a postura de Zuckerberg e afirmando que a decisão representa uma vitória contra a censura e a favor da liberdade de expressão.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-SP) repostou o vídeo com o anúncio de Mark Zuckerberg e escreveu a seguinte legenda: “Os brasileiros querem liberdade de expressão. A tirania esquerdista não prevalecerá”.
O anúncio de Zuckerberg contou com falas contundentes. O executivo chegou a denunciar o que ele chama de “cortes clandestinas na América Latian que promovem a censura. Entenda mais aqui.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 07/01/2025 20:50