Microsoft economiza R$ 2,5 bilhões com IA, mas corta 15 mil empregos

A gigante da tecnologia utilizou inteligência artificial para economizar bilhões em 2025, mas enfrentou críticas após demissões em massa.

A Microsoft acaba de revelar que economizou aproximadamente R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões) utilizando inteligência artificial em seus call centers, enquanto simultaneamente realizou cortes que afetaram mais de 15 mil funcionários em 2025. A informação foi compartilhada pelo diretor comercial da empresa, Judson Althoff, gerando reações controversas no mercado de tecnologia e entre especialistas em mercado de trabalho.

A gigante de Redmond destacou que, além da economia substancial, conseguiu manter os níveis de satisfação tanto dos clientes quanto dos funcionários que permaneceram após a implementação das ferramentas de IA. A empresa já começou a utilizar inteligência artificial para gerenciar interações com clientes menores, aparentemente testando o sistema antes de uma possível expansão para toda sua base de usuários.

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O cenário se torna ainda mais complexo ao considerar que a Microsoft cortou cerca de 9 mil postos de trabalho recentemente, representando 4% de sua força total, elevando o número de demissões para mais de 15 mil desde o início do ano. Esses dados surgem em um momento em que a empresa está prestes a atingir US$ 4 trilhões em valor de mercado, seguindo os passos da NVIDIA, que recentemente ultrapassou essa marca histórica.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, revelou anteriormente que a empresa já utiliza IA para escrever 30% de seu código, e essa porcentagem tende a aumentar conforme a tecnologia evolui para lidar com tarefas mais complexas. Essa transição tecnológica levanta sérias questões sobre o futuro do trabalho, especialmente para profissionais em início de carreira e em setores administrativos.

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O debate sobre IA e empregos se intensifica

Bill Gates, cofundador da Microsoft, já havia previsto que a inteligência artificial substituirá humanos em diversas funções, preservando apenas algumas áreas que considera complexas demais para automação completa, como biologia, energia e codificação avançada. Curiosamente, ele também mencionou que certas atividades permanecerão humanas por escolha da sociedade, brincando que “ninguém gostaria de assistir computadores jogando beisebol”.

A discussão ganhou novos contornos quando Jensen Huang, CEO da NVIDIA, afirmou inicialmente que a carreira de programação poderia estar “morta” com a adoção generalizada de IA, sugerindo que as próximas gerações deveriam considerar outras áreas como agricultura, manufatura e biologia. Mais recentemente, Huang mudou ligeiramente seu posicionamento, afirmando que a IA afetará “o trabalho de todos”, mas expressando esperança de que a sociedade encontrará formas de evitar desemprego em massa.

A Microsoft não é caso isolado no uso intensivo de IA. Marc Benioff, CEO da Salesforce, revelou que inteligência artificial já realiza entre 30% e 50% do trabalho em sua empresa, chegando a questionar a necessidade de contratar engenheiros de software em 2025, citando “ganhos incríveis de produtividade” com IAs autônomas.

No cenário mais pessimista, Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou que a IA tem alta probabilidade de eliminar 50% dos empregos de entrada para cargos administrativos, o que afetaria principalmente a Geração Z. Essa afirmação foi contestada por executivos como Huang, da NVIDIA, que a classificou como alarmista.

Embora a Microsoft não tenha estabelecido relação direta entre a implementação de IA e as demissões recentes, o timing e a magnitude das mudanças levantam questões inevitáveis sobre como a integração dessas tecnologias está remodelando o mercado de trabalho global. Para o Brasil, onde muitas empresas seguem tendências tecnológicas das gigantes americanas, essa transformação pode sinalizar mudanças profundas nas estratégias de contratação e nas habilidades valorizadas nos próximos anos.

Fonte: Windows Central

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Cearense. 37 anos. Apaixonado por tecnologia desde que usou um computador pela primeira vez, em um hoje jurássico Windows 95. Além de tech, também curto filmes, séries e jogos.
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