Lucid Virtu chega ao mercado: um tapa-buraco para a situação das GPUs dedicadas no Sandy Bridge

Poucos meses atrás, a Lucid colocou no mercado o Hydra, um chip auxiliar destinado a permitir o uso de diferentes GPUs (até mesmo uma placa da nVidia e outra da ATI) em SLI, tornando o uso de múltiplas placas independente do chipset usado. Apesar de funcionar, o Hydra possui alguns problemas de compatibilidade e adiciona muito ao custo das placas-mãe, o que fez com que apesar da atenção recebida, ele nunca se tornasse popular.

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Com o lançamento do Sandy Bridge, e as limitadas opções de recursos oferecidas pelos chipsets, a Lucid viu outra oportunidade de entrar no mercado, oferecendo o Virtu, um chip auxiliar que permite que a GPU do Sandy Bridge seja usada em conjunto com uma GPU externa, em placas baseadas nos chipsets P67 e H67.

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Parece uma daquelas soluções para um problema que não deveria existir em primeiro lugar e realmente é. O centro da questão é a segmentação de recursos dentro da linha de chipsets da Intel para o Sandy Bridge, que estão chegando novamente ao mercado depois do fiasco do bug nas portas SATA. O P67 suporte overclock, porém não suporta o uso da GPU integrada, enquanto o H67 suporta o uso da GPU, mas não oferece opções de overclock. Mesmo ao usar o H67, ao espetar uma GPU externa, a GPU integrada é automaticamente desativada, o que elimina a possibilidade de usar o Quick Sync, um dos recursos mais comentados no Nehalem, que permite converter vídeos para visualização em smartphones e tablets com uma velocidade muito boa. É até possível usar o Quick Sync em conjunto com uma GPU externa, caso você espete um segundo monitor na GPU integrada para mantê-la ativa, mas esta não é uma solução muito elegante.

O Virtu oferece uma solução para o problema, isolando o acesso às GPUs, de forma que ambas permaneçam ativas, com os jogos sendo enviadas à GPU dedicada e os aplicativos que fazem uso do Quick Sync enviados à GPU integrada. O Segundo o teste do Anandtech do link acima a solução funciona, mas existe um overhead de 2 a 8% na maioria das tarefas (até 30% em um caso específico, usando uma GPU na nVidia) sem falar no fato de ele encarecer as placas e adicionar mais uma camada de drivers e softwares, criando potenciais problemas de estabilidade. Ele também não é suportado no Linux, o que o torna uma solução ainda mais precária.

Quem está interessado em usar o Quick Sync em conjunto com uma GPU externa faz melhor em esperar o Z68, que deve solucionar o problema, oferecendo suporte simultâneo à GPU integrada, GPU externa e funções de overclock.

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