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Brasil é o país que mais cobra imposto sobre a banda larga fixa

Mantendo uma tradição que já perdura por anos, novamente o Brasil figura no pódio entre os países que mais cobram imposto sobre o serviço da banda larga fixa. A conclusão foi divulgada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) com base nos dados coletados pela União Internacional de Telecomunicações (UTI), através do Relatório de nível de …

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Mantendo uma tradição que já perdura por anos, novamente o Brasil figura no pódio entre os países que mais cobram imposto sobre o serviço da banda larga fixa.

A conclusão foi divulgada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) com base nos dados coletados pela União Internacional de Telecomunicações (UTI), através do Relatório de nível de carga tributária e custo de cestas de serviços.

Em telefonia móvel o Brasil aparece na quarta posição em relação aos países com maior incidência de imposto sobre o serviço. A carga tributária média de telecomunicações para o consumidor brasileiro é de 43,6%.

O relatório destaca que, entre 2019 e 2020. a carga tributária média no Brasil aumentou 0,4%. Os principais fatores para essa elevação são: aumento médio do ICMS em 0,22% devido ao reajuste da alíquota de um estado da Federação e a nova ponderação dos estados em função de alteração da quantidade de acessos.

Além da alta carga tributária, levando em consideração o ranking global, a banda larga fixa continua como o serviço com as piores avaliações no Brasil. Desde 2015, a Anatel colhe, via pesquisa de avaliação de satisfação e qualidade, o feedback dos usuários no Brasil.

Desde quando a pesquisa começou a ser aplicada a nota da banda larga fixa vem caindo. Em 2020, a pesquisa foi realizada com 92 mil usuários de todos os Estados e o Distrito Federal, entre julho e novembro. Numa escala de 0 a 10 a nota da banda larga fixa foi de 6,51 (em 2015 era 6,58).

banda larga fixa

Destaques do relatório da Anatel

– O Brasil melhorou relativamente sua posição no ranking de cesta de serviços de telecomunicações. Em telefonia móvel o Brasil estava na 83a posição e subiu para a 63a. Em banda larga fixa o Brasil evoluiu da 75a para a 45a posição.

– O Brasil continua com uma alta carga tributária relativa em telecomunicações, em comparação com os demais países. Em telefonia móvel o Brasil está no grupo dos 5% de países com maior carga tributária, e em banda larga fixa o Brasil tem a maior tarifação do ranking da UIT.

– O Brasil é o sexto maior mercado em telefonia móvel no mundo e o quinto maior mercado nacional em banda larga fixa. Destaque para a China, que já possui 39% do mercado mundial de banda larga fixa.

– De 2019 para 2020 a carga tributária média no Brasil aumentou 0,4%;

– São Paulo tem 31,26% do mercado nacional telecomunicações e Minas Gerais tem 9,62% do mercado. Os demais estados respondem por cerca de 60% do mercado nacional;

Velocidade da banda larga fixa e móvel no Brasil

Vamos agora dar uma olhada na velocidade média da banda larga fixa e móvel no Brasil. Esta análise é feita com base nos dados da Speedtest, da Ookla. Como este relatório é bem completo e atualizado é possível comparar a velocidade média no Brasil com a média global.

Banda larga fixa

A média de velocidade global da banda larga fixa é de 97.52 Mbps. O país que lidera o ranking é a Singapura com 238.59 Mbps de média. O Brasil aparece na 51ª posição, com média de 82.19 Mbps.

Pelos dados da SpeedTest também é possível observar a variação em um período. Em fevereiro de 2020 a média de velocidade da banda larga fixa no Brasil era de 57.72 Mbps. Claramente a transição em massa dos provedores para fibra ótica está resultando em um rápido crescimento na velocidade média de conexão.

Captura de tela do ranking Speedtest de banda larga fixa no Brasil mostrando rank 51, download de 82,19 Mbps, upload de 47,66 Mbps e latência de 14 ms, com grá…

No RJ, por exemplo, o uso de fibra já está quase superando o cabo coaxial, de acordo com dados divulgados pela Selectra.

Tabela e gráfico de barras com formas de uso de internet no RJ em 2019 e 2020: fibra óptica, cabo coaxial, cabos metálicos, rádio, satélite e LTE

 

Internet móvel

O desempenho da internet móvel no Brasil é bem inferior quando comparado a fibra, ainda mais neste momento em que diversos países já implementaram o 5G. O líder em internet móvel é os Emirados Árabes Unidos, com média de velocidade de 177.16 Mbps.

Captura de tela do ranking Speedtest de internet móvel no Brasil, com download de 29,05 Mbps, upload de 10,28 Mbps e latência de 39 ms, entre fevereiro de 2020…

O Brasil aparece na 73ª posição. Velocidade média de 29.05 Mbps. A limitação em termos de tecnologia claramente está limitando o desempenho, já que o crescimento vem sendo bem inexpressivo. Em fevereiro do ano passado a média de velocidade era 24.20 Mbps.

É importante também entender como funciona a questão da obrigação das operadoras em relação a taxa de transmissão. Explicamos em detalhes essas questões neste artigo. Abaixo você confere um trecho:

A Anatel possui “metas de qualidade” que devem ser cumpridas pelas operadoras. Elas incluem velocidade mínima e velocidade média da sua conexão. E quais são essas metas?

Metas de qualidade

A última atualização das metas ocorreu em 31 de outubro de 2014, portanto, há exatos 6 anos. E elas são as seguintes:

  • Taxa de transmissão média (upload e download): 80% da taxa de transmissão máxima contratada;
  • Taxa de transmissão instantânea (upload e download): 40% da taxa de transmissão máxima contratada pelo assinante.

Ou seja, quando você fizer uma medição da velocidade da sua internet, a velocidade deve ser de, no mínimo, 40% da velocidade contratada. Por exemplo: se você contratou um plano de 10 Mbps, na hora de aferir a velocidade ela deve chegar a, no mínimo 4 Mbps.

No entanto, a velocidade média da sua conexão deve ser de 80% da velocidade contratada. Isso quer dizer que quando você somar todas as velocidades ao longo do mês, a média deve ser de 8 Mbps (no caso de uma conexão de 10 Mbps).

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Postado porWilliam R. Plaza

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