Patrick Stewart, lendário ator de Star Trek e X-Men, faleceu aos 86 anos
Patrick Stewart, lendário ator conhecido principalmente por interpretar o capitão Jean-Luc Picard em Star Trek: A Nova Geração e o professor Charles Xavier nos filmes dos X-Men, morreu aos 86 anos.
De acordo com um comunicado publicado na conta oficial de Stewart no Instagram, o ator morreu em sua casa, em Los Angeles, na quarta-feira, 29 de outubro de 2026, após uma breve batalha contra o Alzheimer e a demência com corpos de Lewy.
“Com sua voz marcante e talento singular, ele será para sempre associado a atuações inesquecíveis em todos os gêneros”, diz o comunicado, que homenageia uma carreira que atravessou o teatro, a televisão, o cinema e algumas das franquias de ficção científica e super-heróis mais conhecidas do entretenimento.
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Do teatro à ponte da Enterprise
Nascido em 1940, em Mirfield, Yorkshire, na Inglaterra, Stewart iniciou sua carreira nos palcos antes de se tornar um ator reconhecido internacionalmente também no cinema e na televisão. Sua carreira ganhou ainda mais destaque em 1987, quando foi escalado para interpretar o capitão Jean-Luc Picard em Star Trek: A Nova Geração.
A série foi exibida até 1994 e apresentou ao público a interpretação de Stewart do ponderado e diplomático capitão da Frota Estelar. Sua atuação ajudou a transformar Picard em um dos personagens mais marcantes da franquia, combinando autoridade, inteligência e humanidade.
Stewart continuou interpretando Picard em diversos filmes, incluindo Jornada nas Estrelas: Generations (1994), Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato (1996), Jornada nas Estrelas: Insurreição (1998) e Jornada nas Estrelas: Nêmesis (2002). Anos depois, voltou ao papel na série Star Trek: Picard, lançada em 2020.
Professor Xavier e outro papel icônico
Fora do universo de Star Trek, Stewart conquistou outra geração de fãs ao interpretar o professor Charles Xavier na franquia X-Men.
Como fundador e mentor dos X-Men, Xavier representava um tipo de liderança diferente da exercida por Picard, mas também exigia a presença imponente e a interpretação contida características de Stewart. Seu trabalho ajudou a definir o personagem ao longo de diversos filmes e consolidou sua associação com duas das maiores franquias do entretenimento.
A carreira de Stewart, porém, foi muito além da ficção científica e dos filmes de super-heróis. Sua formação no teatro clássico e sua extensa trajetória nos palcos demonstraram uma versatilidade que ultrapassava seus papéis mais conhecidos nas telas.
Em reconhecimento às suas contribuições para as artes dramáticas, Stewart foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth II em 2010, passando a receber o título de Sir Patrick Stewart.
O legado de Patrick Stewart nos videogames

Além de sua trajetória no cinema, na televisão e no teatro, Patrick Stewart também emprestou sua voz a diversos videogames, levando sua interpretação marcante ao universo dos jogos. Entre seus papéis mais conhecidos nesse meio estão personagens de grandes franquias, como The Elder Scrolls e Castlevania.
Uma de suas participações mais memoráveis aconteceu em The Elder Scrolls IV: Oblivion (2006), no qual deu voz ao imperador Uriel Septim VII. A narração inicial e as primeiras interações do imperador com o jogador ajudam a estabelecer a atmosfera do RPG de fantasia e a dar início à trama. Embora sua participação seja relativamente breve, a interpretação imponente de Stewart deixou uma forte impressão nos jogadores.
O ator também interpretou o enigmático Zobek em Castlevania: Lords of Shadow (2010), jogo de ação e aventura que reimagina a clássica franquia da Konami. Sua narração e atuação contribuíram para dar mais grandiosidade e profundidade à ambientação gótica do título.
Essas participações demonstraram como a voz de Stewart podia ser tão marcante nos videogames quanto nas telas.
Um legado duradouro no entretenimento
A morte de Stewart representa a perda de um ator cujas atuações marcaram diferentes gerações. Como Picard, ele ajudou a levar questões filosóficas sobre liderança, moralidade, diplomacia e humanidade ao público da ficção científica. Como professor Xavier, deu vida a um personagem cuja crença na coexistência pacífica se tornou um dos pilares das histórias dos X-Men.
O comunicado publicado em sua conta no Instagram destacou esse impacto cultural, ressaltando que Stewart explorou “a condição humana em toda a sua complexidade poética” e levou esperança ao público por meio tanto do universo Marvel quanto da franquia Star Trek.
Seu trabalho deixou uma marca duradoura na televisão, no cinema e no teatro.
Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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