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Elon Musk afirma que implantes da Neuralink poderão devolver movimentos e visão a pessoas com paralisia e cegueira

Telepathy já permite controlar computadores e braços robóticos usando o pensamento, enquanto Blindsight pretende restaurar a percepção visual de pessoas cegas

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Elon Musk voltou a destacar os avanços da Neuralink, empresa de neurotecnologia da qual é cofundador, e afirmou que seus implantes cerebrais poderão ajudar pessoas com paralisia a recuperar movimentos e até permitir que indivíduos cegos voltem a enxergar. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (30), ao apresentar as possibilidades de duas tecnologias chamadas Telepathy e Blindsight.

Segundo Musk, a intenção é estabelecer uma conexão direta entre o cérebro e dispositivos externos, contornando limitações provocadas por lesões ou doenças neurológicas. Embora parte dessas aplicações já esteja sendo testada em humanos, outras continuam sendo objetivos de longo prazo.

O Telepathy é a tecnologia mais avançada da Neuralink em termos de testes com humanos. O implante utiliza pequenos eletrodos inseridos no cérebro para registrar atividades neurais e transformá-las em comandos digitais. Na prática, isso permite que pessoas com paralisia severa movimentem o cursor de um computador, naveguem pela internet, escrevam mensagens e até joguem videogames sem utilizar as mãos.

Os primeiros testes começaram em janeiro de 2024, quando Noland Arbaugh, que possui paralisia dos quatro membros após uma lesão medular, tornou-se o primeiro paciente a receber o dispositivo. Desde então, a tecnologia avançou. Em janeiro de 2026, a Neuralink anunciou que já contava com 21 participantes em seus estudos clínicos.

A empresa também demonstrou o controle de braços robóticos por meio do pensamento. Um dos participantes, identificado como Nick, conseguiu utilizar um braço mecânico para realizar tarefas cotidianas, incluindo alimentar-se e pegar objetos. Musk acredita que futuras versões poderão ir além, transmitindo sinais cerebrais diretamente aos membros do corpo para contornar lesões na medula espinhal. Isso poderia permitir que pacientes recuperassem movimentos das mãos e das pernas.

Entretanto, a Neuralink ainda não demonstrou que seus implantes conseguem fazer pessoas com paralisia voltar a andar. Os resultados atuais envolvem principalmente o controle de dispositivos externos.

Blindsight promete permitir que pessoas cegas voltem a enxergar

Outra aposta da companhia é o Blindsight, implante desenvolvido para restaurar a percepção visual em pessoas com perda severa da visão, incluindo aquelas que nasceram cegas. A tecnologia utiliza uma câmera para capturar imagens do ambiente e transmitir informações diretamente às regiões cerebrais responsáveis pelo processamento visual, sem depender dos olhos ou nervos ópticos.

Elon Musk afirmou que o dispositivo já está pronto do ponto de vista da engenharia, mas ainda depende de autorização regulatória. Em setembro de 2024, o Blindsight recebeu da agência reguladora americana FDA a classificação de Breakthrough Device, destinada a acelerar a avaliação de tecnologias médicas consideradas promissoras.

Essa classificação, porém, não representa aprovação comercial nem comprovação de eficácia. Segundo o site oficial da Neuralink, os testes clínicos americanos do Blindsight ainda são futuros. Portanto, não existem resultados clínicos publicados pela empresa demonstrando a recuperação da visão em pacientes humanos com esse dispositivo.

Além dos dois projetos, a Neuralink investiga formas de devolver a comunicação a pessoas com dificuldades severas de fala. Por meio do estudo VOICE, a empresa procura converter sinais cerebrais associados à intenção de falar em texto ou voz sintetizada.

Em 29 de outubro, a companhia divulgou uma atualização sobre um trabalho intensivo de 72 horas realizado por engenheiros com um participante desse estudo, buscando melhorar a comunicação por pensamento.

Apesar dos avanços, os implantes permanecem experimentais. Sua utilização em larga escala dependerá de novos estudos capazes de comprovar segurança, eficácia e benefícios duradouros.

Fonte: Digitaltrends

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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