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Trojans bancários se passam por aplicativos do ChatGPT e infectam usuários Android

A equipe de pesquisa da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, descobriu que os cibercriminosos estão aproveitando a ascensão do ChatGPT para promover aplicativos falsos que usam o nome do popular chatbot para infectar com trojans bancários. Os pesquisadores analisaram extensões maliciosas que usam o nome do mecanismo criado pela Open AI para roubar …

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A equipe de pesquisa da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, descobriu que os cibercriminosos estão aproveitando a ascensão do ChatGPT para promover aplicativos falsos que usam o nome do popular chatbot para infectar com trojans bancários. Os pesquisadores analisaram extensões maliciosas que usam o nome do mecanismo criado pela Open AI para roubar cookies e destaca algumas das formas de engano que usam o nome desta.

“Está claro que os cibercriminosos estão aproveitando a popularidade do ChatGPT para distribuir malwares. Sites falsos, campanhas que distribuem arquivos maliciosos e outras fraudes provavelmente continuarão aparecendo, aproveitando o surgimento de ferramentas baseadas em IA. É importante que os usuários conheçam essas campanhas para ficarem atentos e serem cautelosos ao instalar uma extensão ou um app”, afirma Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

De acordo com o time pesquisadores, os principais trojans são:

Chameleon: ataca sistemas operacionais Android e já foi identificado em outras campanhas, quando foi distribuído usando os nomes de Google, Bitcoin, aplicativos de criptomoedas, bancos ou até mesmo órgãos governamentais. Foi detectado que ele também utilizava o nome e a imagem do ChatGPT: é instalado no aparelho da vítima um aplicativo que utiliza o logo do app como ícone, mas ao clicar para abri-lo, o ícone desaparece e nada acontece. O Chameleon não só tem a capacidade de roubar credenciais, mas também é capaz de tomar senhas e cookies, acessar SMS e coletar, por exemplo, o código de verificação em duas etapas (2FA).

Captura de tela do menu de aplicativos Android com destaque em vermelho no ícone do ChatGPT, falso app malicioso usado em golpe, com marca d'água da ESET
Ícone do aplicativo malicioso representando o ChatGPT em um dispositivo infectado

Trojan Cerberus: a ESET identificou campanhas que distribuem esse malware para Android que também usam o nome do ChatGPT. O pesquisador da ESET, Lukas Stefanko, alertou sobre as características e a história de seu surgimento. Um ano depois de sua aparição, o código desse malware vazou em fóruns de hackers e o malware chegou às mãos de outros agentes mal-intencionados para seu uso, o que provavelmente levou à criação de variantes desenvolvidas por outros. Nesse caso, a telemetria da ESET encontrou um app malicioso distribuindo uma variante desse malware que usa o nome chatbot como parte de sua engenharia social.

Captura de tela de tela "Installed Services" mostrando o app OPEN AI CHATGPT com pedido de ativação de serviço de acessibilidade e botão Enable
Aplicativo falso se passando por ChatGPT instalando o Trojan Cerberus

Ao analisar o aplicativo, a primeira coisa que chamou a atenção foi o excesso de permissões que ele solicita, permitindo que o cibercriminoso obtenha o controle quase total do dispositivo. Este Trojan é capaz de interceptar mensagens de SMS, ler contatos, acessar a câmera, lista de contatos, registro de chamadas, modificar áudio, obter uma lista de aplicativos instalados, entre outras coisas.

“Com todas essas permissões concedidas, o aplicativo é capaz de realizar várias ações no computador infectado, portanto, é importante não apenas evitar o download de repositórios não oficiais, mas também avaliar as permissões que um aplicativo solicita e se faz sentido concedê-las com base em sua funcionalidade”, explica Camilo.

Como principal recomendação, a ESET destaca que é essencial ter um software anti-malware confiável instalado nos dispositivos e manter os equipamentos e softwares utilizados atualizados. Se acreditar que um malware foi instalado em um dispositivo, é recomendável desconectá-lo da Internet e procurar a ajuda de um especialista em segurança de computadores.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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