A guerra pela inteligência artificial acaba de ganhar um novo capítulo. Segundo a Reuters, documentos judiciais revelam que Elon Musk tentou envolver Mark Zuckerberg em sua ousada tentativa de adquirir a OpenAI — operação avaliada em impressionantes US$ 97,4 bilhões.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, rejeitou a proposta de imediato. Mas o bastidor que veio à tona agora mostra que Musk buscava apoio externo para dar mais peso ao consórcio de investidores liderado por sua empresa xAI.
Musk, Zuckerberg e a disputa pela IA
De acordo com os registros, Musk entrou em contato com Zuckerberg para discutir “potenciais acordos de financiamento ou investimentos” ligados à aquisição da OpenAI. No entanto, nem o CEO da Meta nem a própria empresa chegaram a formalizar qualquer intenção de participação.
A resposta de Altman foi dura e irônica: ele chegou a propor em fevereiro, em tom de deboche, comprar o X por US$ 9,74 bilhões, um décimo do valor oferecido por Musk, para evidenciar o contraste entre as duas companhias.
no thank you but we will buy twitter for $9.74 billion if you want
— Sam Altman (@sama) February 10, 2025
O papel da Meta e a batalha judicial
Agora, a OpenAI pede que a Justiça obrigue a Meta a entregar todos os documentos relacionados às conversas com Musk. Para a empresa, esse material seria essencial no processo movido pelo bilionário.
A Meta, por sua vez, argumenta que os papéis não são relevantes e que qualquer solicitação deveria ser feita diretamente a Musk. Esse embate jurídico se soma ao cenário de competição feroz: a Meta tem investido bilhões em IA, contratando talentos da OpenAI e até da Apple. Ainda assim, em julho, a empresa suspendeu novas contratações e reorganizou seu time de “superinteligência” apenas dois meses após criá-lo.
Rivalidade ampliada
A tensão entre Musk e Zuckerberg não é de hoje. Desde a provocação do “combate na jaula”, anunciado em 2023 e nunca realizado, os dois travam uma disputa que vai além do entretenimento. Agora, o ringue é a inteligência artificial — setor que pode definir a próxima década da economia global.