O cerco fechou: Rússia começa a “sufocar” o Telegram e usuários relatam pane geral

O Telegram começou a enfrentar sérias restrições e problemas de velocidade na Rússia, após decisão do órgão regulador de comunicações do país, o Roskomnadzor, que passou a implementar medidas para limitar o acesso ao aplicativo de mensagens. Usuários russos já relatam dificuldades significativas para enviar mensagens e acessar conteúdos na plataforma.

De acordo com informações do portal de notícias russo RBC, o regulador afirmou que “continuará introduzindo restrições sucessivas” ao Telegram. A justificativa oficial é que o aplicativo não estaria tomando as medidas necessárias para combater fraudes e atividades criminosas em sua plataforma, algo que a empresa de Pavel Durov vem contestando.

Vários usuários de Moscou já confirmaram à agência Reuters que estão enfrentando problemas sérios com o aplicativo. Uma mulher identificada como Anna relatou: “É muito ruim porque todos os meus contatos importantes estão lá”, evidenciando o impacto imediato das restrições no dia a dia dos cidadãos russos.

Esta não é a primeira vez que o Telegram enfrenta problemas com autoridades russas. Em 2018, o aplicativo chegou a ser oficialmente bloqueado no país após se recusar a fornecer as chaves de criptografia ao serviço de segurança da Rússia (FSB), embora as tentativas de bloqueio tenham sido em grande parte ineficazes na época.

As novas restrições representam uma escalada na tensão entre o governo russo e a plataforma, que se tornou essencial para milhões de usuários, tanto para comunicações pessoais quanto para acesso a notícias e informações. Para muitos russos, o Telegram funciona como uma das poucas fontes de informação relativamente livre da influência direta do governo.

Especialistas em liberdade digital avaliam que a medida faz parte de um esforço mais amplo do Kremlin para aumentar o controle sobre as redes sociais e aplicativos de comunicação, especialmente aqueles que oferecem criptografia de ponta a ponta e permitem o compartilhamento anônimo de informações.

No Brasil, onde o Telegram também possui uma base significativa de usuários, a plataforma já enfrentou desafios legais próprios, incluindo ordens de bloqueio temporário por não atender a demandas judiciais. No entanto, as restrições na Rússia são consideradas mais sistemáticas e permanentes, visando degradar a experiência do usuário ao invés de bloquear completamente o acesso.

A empresa de Pavel Durov ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas medidas restritivas, mas historicamente tem resistido a tentativas de controle governamental, posicionando-se como defensora da privacidade e liberdade de expressão dos usuários.

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William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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