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O “Grande Firewall” britânico: Reino Unido prepara lei estilo China para restringir internet a menores

O Reino Unido considera proibir menores de 16 anos de acessar redes sociais. Entenda as mudanças propostas e seus impactos.

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O Reino Unido está prestes a transformar radicalmente a internet como a conhecemos. Em um movimento que críticos chamam de “vigilância estatal” e apoiadores defendem como proteção necessária, o governo britânico abriu consulta pública para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais.

A proposta vai muito além de verificar a idade. O governo quer forçar as Big Techs a redesenharem seus produtos, proibindo mecanismos viciantes como o famoso “scroll infinito” (rolagem sem fim) e bonificações por login diário em jogos e apps.

Inspiração na Austrália (e na China?)

A medida segue os passos da Austrália, que recentemente forçou a Meta (Facebook/Instagram) a encerrar mais de 550 mil contas de menores. No entanto, o rigor das regras britânicas — que podem incluir a proibição de VPNs para menores e o banimento de smartphones em escolas — aproxima o país do modelo chinês de controle.

Na China, menores são limitados a 3 horas de jogos online por semana e 40 minutos diários de TikTok. O Reino Unido parece caminhar para um paradigma similar, onde o Estado dita o tempo e a forma de consumo digital.

Grupo de crianças diversas em área externa segurando smartphones e usando redes sociais
Após restrições na Austrália, plataformas como X, Facebook e Instagram tiveram que medidas rígidas de controle sobre contas de menores.

O Choque com as Big Techs

A relação entre Londres e o Vale do Silício já está tensa. A Apple, por exemplo, removeu recursos de proteção no país após o governo exigir acesso a mensagens criptografadas. Com a nova proposta, plataformas como YouTube, TikTok, Reddit e Instagram teriam que limitar drasticamente a coleta de dados de menores ou enfrentar bloqueios.

Se aprovada, a lei entrará em vigor um ano após a sanção, colocando o Reino Unido no centro do debate global sobre até onde o governo deve intervir na educação digital.

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Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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