Depois que a Canonical decidiu tirar o GIMP do CD padrão do Ubuntu ficou uma questão no ar: que programa de edição de imagens incluir? Ele precisa ser básico (o GIMP está mais para o lado profissional, sendo “complicado” para usuários básicos). Mas ele precisa ser eficiente, ter recursos comuns e esperados pelos usuários, permitindo realizar facilmente retoques em fotos, correção de brilho e luminosidade, olhos vermelhos, inserção de textos, etc. A questão é que falta(va) um bom programa para Linux nessa área.
O F-Spot foi melhorado para suportar comandos básicos de edição, mas a próxima versão do Ubuntu (10.10) deve vir com o Shotwell no lugar dele. Ele é mais leve, ocupa menos memória RAM e não depende do Mono.
No meio disso tudo está o Pinta, um editor criado do zero inspirado no Paint .NET para Windows. Ele é visto como um clone do Paint .NET. Ainda falta muita coisa para que ele seja dado como “estável” e “final”, mas boa parte dos recursos básicos já funcionam.
Recentemente foi publicada a versão 0.3, trazendo 3 novos recursos: gradientes, ferramenta de texto e a essencial ferramenta de seleção “varinha mágica”. Foram inclusos também uns 25 novos efeitos (portados do Paint .NET), deixando o programa um pouco mais maduro e agradável.
Quem quiser instalá-lo no Ubuntu pode usar o PPA:
sudo add-apt-repository ppa:moonlight-team/pinta
sudo apt-get update && sudo apt-get install pinta
Só que infelizmente ainda consta a versão 0.2 no repositório, é necessário aguardar até que seja atualizado. Para os ansiosos é possível pegar o código fonte e compilar com o MonoDevelop (fácil de instalar pela Central de Programas do Ubuntu, ou via apt-get). Pode ser necessária alguma familiaridade com o MonoDevelop em casos de erro na compilação.
É bom ver a evolução do Pinta. O GIMP geralmente é tido como “difícil de mexer” pelos seus inúmeros menus e opções, afinal ele é um editor voltado a profissionais e curiosos mais avançados, não foi projetado para usuários casuais editarem uma foto ou outra de vez em quando. Bem explorado ele produz ótimos resultados, mas exige um certo tempo de estudo e talvez adaptação – diferente dos softwares mais básicos, que são extremamente intuitivos. O Pinta tem tudo para dar certo, exceto para os que odeiam o .NET e Mono.
