Uma coalizão composta por 42 procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos, sob a liderança da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, emitiu uma intimação judicial contra OpenAI. O mandado exige a entrega de registros internos sobre campanhas publicitárias, taxas de engajamento, armazenamento de dados médicos e de consumo, políticas para menores de idade e idosos, além de relatórios de segurança e comportamento dos modelos de aprendizado profundo. A ação regulatória, veiculada inicialmente pelo jornal Wall Street Journal, ocorreu cinco dias após a OpenAI protocolar documentos sob sigilo na Securities and Exchange Commission para dar início ao processo de oferta pública inicial de ações, com projeção de valor de mercado de até US$ 1 trilhão.
Um porta-voz da OpenAI declarou que a organização pretende cooperar com as investigações conduzidas pelos escritórios estaduais. Paralelamente ao grupo de 42 estados, o estado da Flórida iniciou um processo judicial específico. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, protocolou uma ação civil contra a OpenAI e o diretor executivo Sam Altman no dia 1º de junho, baseando-se em um inquérito criminal instaurado em abril de 2026. A petição acusa a companhia de comercializar o sistema ChatGPT sem a divulgação de riscos operacionais, suprimir alertas de equipes internas de segurança e coletar informações de menores de idade sem autorização dos responsáveis legais.
O monitoramento de informações sensíveis e o comportamento dos algoritmos
Os termos da intimação judicial concentram-se no rastreamento de dados confidenciais inseridos pelos usuários na interface conversacional, como diagnósticos de saúde, relatórios financeiros e interações pessoais. Os procuradores-gerais buscam mapear os destinos e o tratamento dado a essas informações pela desenvolvedora. A investigação cita o fenômeno de bajulação dos modelos, característica que faz o algoritmo validar as afirmações do interlocutor de forma independente da veracidade dos fatos apresentados, atuando como um vetor para a propagação de dados incorretos em decisões médicas e financeiras.
O processo instaurado na Flórida aponta que a plataforma induz o público ao erro sobre os perigos do produto e pode facilitar condutas ligadas à violência e à autolesão. A coleta de dados ocorre em um período de transição da OpenAI para o mercado de capitais público, gerando vistorias nos modelos de negócios antes da exposição de investidores de varejo aos ativos da empresa.
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