Diversos celulares chineses fazem sucesso no Brasil por terem duas características bastante atrativas: suporte a dois cartões SIM e preço baixo. Apesar da praticidade e preços baixos eles são, quase sempre, modelos com sistemas antigos e pouco expansíveis. Alguns imitam o visual dos smartphones mas não chegam nem perto deles, tendo limitações sérias ao rodar até mesmo aplicações básicas em Java – isso quando suportam Java. Seja como for, há um mercado enorme para eles.
Grandes nomes da China já invadiram o Brasil, como ZTE e Huawei, oferecendo inclusive modelos de smartphones com Android a preços que as grandes marcas não conseguem. Há modelos da ZTE com Android 2.1 por menos de R$ 300. Fabricantes mais famosos podem ter modelos baratos mas geralmente o preço sobe mais algumas centenas de reais, com algumas exceções – como o Galaxy 5 I5500 da Samsung, encontrado por uns R$ 350 em redes de varejo. Com Android e suporte a 2 chips dá para citar o recente ZTE V821, que não tem tela grande mas pelo menos tem um sistema melhor do que as várias modificações dos “genéricos”, saindo por até R$ 500 – lembra disso?.
Agora mais um grande nome entra na jogada por aqui: a Micromax, maior fabricante indiana de celulares.
O grupo está investindo cerca de 20 milhões de reais para o início da operação no Brasil. Inicialmente os aparelhos serão importados. Os preços devem atender às classes polulares, com aparelhos dual-chip e baterias de longa duração – segundo a empresa, com autonomia de até 12 dias em standby.
Os preços dos dual-chip irão de R$ 119 a R$ 449. Um dos modelos para mulheres tem um teclado QWERTY, mas não deixa de ser básico nas funcionalidades. Alguns modelos começam a ser vendidos a partir do dia 15 no Nordeste. Como são de dois chips serão vendidos desbloqueados, sem parceria com operadoras de imediato – o suporte a dois chips é algo que as operadoras temem, e muito.
A empresa também tem smartphones com Android, como o A70 (é a cara do Nexus One, não? :P). Não foi revelado quando ele chegará ao Brasil, inicialmente serão apenas os básicos, sem Android.
É interessante ver que, apesar das críticas e processos, o modelo de negócio aberto do Android possibilitou uma redução drástica no preço dos smartphones, o que não ocorreria tão rápido se dependesse exclusivamente do iPhone ou dos modelos top da Nokia de alguns anos atrás. A Microsoft também pretende ver modelos baratos com o Windows Phone, chegando a citar a possibilidade da faixa dos $100 ~ $150 para 2012 (em dólares). Enquanto isso a Apple repete a fórmula usada no início da era dos PCs vs Macs, já que ela mantém controle total do iPhone e iOS.
Nota: os preços citados para smartphones com Android da ZTE e Huawei foram obtidos em lojas de varejo populares. Em sites de leilão geralmente são ainda mais baixos. No entanto, se você pensa em comprar algum deles vale a pena analisar os recursos do hardware e procurar por reviews (há vários no YouTube) para saber melhor as especificações. Se puder investir um pouco mais você faria um negócio melhor pegando um modelo high-end da geração passada, que poderá se dar melhor nas tarefas já que contam com processadores mais rápidos e/ou mais memória RAM (entre outros recursos). Confira a recente análise de vários modelos com Android abaixo de R$ 950.
