O GPT-5, lançado recentemente pela OpenAI, está demonstrando capacidades surpreendentes além da geração de textos e códigos. Um experimento conduzido com o modelo de linguagem mais avançado da empresa revelou um talento inesperado para recomendações financeiras, criando uma estratégia de investimento que rendeu 10% de lucro em apenas duas semanas.
Apresentado como “a ferramenta mais inteligente, rápida e útil até agora”, o GPT-5 foi colocado à prova em um teste inusitado de mercado financeiro, superando as expectativas iniciais com recomendações precisas e arrojadas que já começam a dar resultados concretos.
O jornalista Thomas Smith, do portal Fast Company, decidiu desafiar a inteligência artificial solicitando uma estratégia para investir US$ 500 (aproximadamente R$ 2,6 mil) em cinco ações com potencial de máximo retorno em seis meses.

Smith esperava receber conselhos genéricos ou ser direcionado a consultar um especialista humano. Surpreendentemente, o GPT-5 apresentou um “Portfólio Diversificado de Alto Crescimento” com escolhas específicas e fundamentadas, que o jornalista classificou como “inteligentes e altamente agressivas”.
As recomendações do sistema incluíram a divisão igualitária dos recursos entre cinco empresas: Palantir (PLTR), AppLovin (APP), Agios Pharmaceuticals (AGIO), Hut 8 Corp. (HUT) e MicroStrategy Inc. (MSTR). O modelo de IA impressionou ao fundamentar suas escolhas mencionando ter analisado 98 artigos e sites para embasar as recomendações.
Na justificativa apresentada pela IA, Palantir e AppLovin foram selecionadas por estarem se beneficiando da expansão do mercado de inteligência artificial, mas ainda com significativo potencial de crescimento. A Agios Pharmaceuticals entrou no portfólio pela possibilidade de valorização expressiva caso um medicamento inovador para talassemia (doença genética do sangue) seja aprovado pelas autoridades regulatórias.

Para completar a carteira, o GPT-5 recomendou Hut 8 e MicroStrategy devido à sua exposição ao mercado de criptomoedas. O modelo foi direto sobre o perfil de risco das escolhas, concluindo que “o portfólio visa uma vantagem explosiva em vez de estabilidade”.
Duas semanas após implementar as sugestões do GPT-5, o experimento já registra valorização de 10% na carteira, um resultado expressivo para um período tão curto. Smith continua acompanhando o desempenho do portfólio para avaliar a eficácia das recomendações da IA no longo prazo.
Vale ressaltar que, apesar dos resultados promissores, o caso não constitui uma recomendação formal de investimento, e decisões financeiras devem considerar múltiplos fatores além dos conselhos de sistemas de inteligência artificial.
Fonte: Fast Company
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