O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, colocou a energia nuclear no centro do debate sobre o futuro da inteligência artificial ao afirmar que a próxima geração de data centers de IA deverá ser alimentada por pequenos reatores dedicados, e não apenas pela rede elétrica tradicional.
“Fábricas de gigawatts” pressionam a rede elétrica
Huang descreveu os grandes clusters de IA como “fábricas de gigawatts”, com consumo de eletricidade comparável ao de grandes plantas industriais, e disse que a limitação para avançar já não é a capacidade dos chips, mas a disponibilidade de energia estável em volume suficiente. Estimativas de consultorias e agências internacionais apontam que o consumo de energia de data centers deve praticamente dobrar até 2030, ultrapassando a marca de 900 TWh por ano e pressionando metas climáticas em EUA e União Europeia
Pequenos reatores modulares entram em cena
A alternativa defendida pelo executivo passa pelo uso de pequenos reatores modulares (SMRs), instalados próximos às instalações de computação e capazes de fornecer centenas de megawatts de forma contínua. A Comissão Europeia já lançou uma aliança industrial para SMRs, com plano estratégico divulgado em 2025 para viabilizar projetos-piloto na próxima década, enquanto empresas americanas correm para certificar seus projetos diante de desafios de custo e regulação em território europeu.
NVIDIA, Bill Gates e o interesse dos investidores
O discurso de Huang dialoga com movimentos recentes da própria NVIDIA e de figuras como Bill Gates, que financiam desenvolvedores de reatores avançados com foco em aplicações industriais e de alta demanda energética, incluindo data centers de IA. Para investidores, a mensagem reforça a leitura de que o crescimento da inteligência artificial está diretamente ligado à expansão de novas fontes de geração elétrica, com o setor nuclear reposicionado como peça estratégica nessa corrida.
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