Google impede que Samsung mude o navegador padrão de seus dispositivos Galaxy

Google impede que Samsung mude o navegador padrão de seus dispositivos Galaxy

Nos últimos anos, a Google consolidou sua posição como o mecanismo de busca padrão em uma variedade de dispositivos móveis, com os telefones Samsung Galaxy sendo um dos principais protagonistas desse cenário.

No entanto, em março desse ano, surgiram rumores intrigantes de que a Samsung estava considerando uma mudança drástica: substituir o mecanismo de busca da Google pelo Bing da Microsoft como padrão em seus dispositivos. Essa decisão, que poderia ter impactos significativos na indústria, revelou uma batalha nos bastidores pela influência sobre os dispositivos Galaxy.

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Os motivos da Samsung e o medo do Google

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O que levou a Samsung a considerar essa mudança radical? A resposta está na inteligência artificial (IA). O Bing da Microsoft oferece acesso às capacidades de IA, um elemento cada vez mais importante na busca por informações online e na experiência do usuário.

A IA permite resultados de pesquisa mais personalizados e eficazes, o que pode atrair os consumidores em busca de uma experiência de busca mais avançada.

A notícia de que a Samsung estava explorando a mudança para o Bing não foi bem recebida pelo Google. Afinal, a presença do mecanismo de busca da Google nos dispositivos Samsung Galaxy é uma das principais fontes de tráfego e receita para a empresa. Perder essa posição para um concorrente poderia ter um impacto financeiro significativo.

O Google também estava preocupado com a possibilidade de que a mudança da Samsung pudesse abrir um precedente perigoso. Se uma gigante como a Samsung decidisse deixar de lado o Google devido à falta de recursos de IA em sua pesquisa, o que impediria a Apple de seguir o mesmo caminho? Ambas as empresas têm contratos com o Google e pagam grandes somas para manter a integração do mecanismo de busca em seus dispositivos.

Medidas para impedir a mudança no buscador

A Samsung não chegou a de fato mudar o buscador padrão dos seus aparelhos para o Bing, mas a empresa sul coreana tentou de fato facilitar com que os usuários mudassem o mecanismo de busca quando usasse o navegador Samsung Internet.

Porém, a Google foi rápida e impediu que isso acontecesse, informando que se a Samsung fizesse isso estaria violando um acordo entre elas, e teria que pagar uma multa bem significativa. Isso também acabaria em uma batalha legal, o que não é interessante para nenhuma das duas.

Então a Samsung preferiu apenas recuar, até porque poderia mudar o bom relacionamento que as empresas têm mentido nesses últimos tempos.

Esse acontecimento foi revelando durante o julgamento antimonopólio que está acontecendo nos Estados Unidos, e que mostra algumas informações sobre como o Google está tentando assegurar sua posição no mercado e impedir concorrência, o que o Departamento de Justiça dos EUA considera ilegal.

Google fica em alerta e começa a investir em IA

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Ainda em sua posição de liderança nesse setor, isso pareceu abrir os olhos do Google. A empresa começou a planejar recursos alimentados por IA que seriam integrados à sua pesquisa. Isso incluiu melhorias na personalização de resultados e na capacidade de fornecer informações mais relevantes aos usuários. O Google percebeu que precisava fortalecer sua oferta para manter sua posição como o mecanismo de busca padrão preferido.

A empresa também se empenhou em expandir a presença da IA em seus outros serviços, como busca, imagens e muito mais. Projetos como o “Magi” buscam integrar IA em todos os aspectos da experiência do usuário, tornando a pesquisa ainda mais inteligente e eficaz.

Além disso, o Google está trabalhando em ferramentas adicionais, como o “GIFI”, que gerará imagens no Google Imagens, e o “Tivoli Tutor”, que poderá auxiliar os usuários no aprendizado de novos idiomas com a ajuda da IA. Também está previsto o lançamento de uma extensão do Chrome chamada “Searchalong”, que permitirá aos usuários fazer perguntas a um chatbot enquanto navegam na internet.

Fonte: engadget

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