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Ministro do Trabalho do governo Lula propõe regulamentação da Uber e outros apps de transporte

O Ministro do Trabalho do governo Lula, Luiz Marinho, defendeu a regulamentação de aplicativos de transporte, como Uber e 99. Ele propôs a formalização dos trabalhadores dessas plataformas. Durante a sua participação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília, o ministro afirmou que é fundamental estabelecer um enquadramento na atividade para garantir proteções mínimas aos …

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O Ministro do Trabalho do governo Lula, Luiz Marinho, defendeu a regulamentação de aplicativos de transporte, como Uber e 99. Ele propôs a formalização dos trabalhadores dessas plataformas.

Durante a sua participação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília, o ministro afirmou que é fundamental estabelecer um enquadramento na atividade para garantir proteções mínimas aos trabalhadores e controlar a jornada de trabalho.

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Marinho destacou que o objetivo não é impor a contratação dos motoristas por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas sim articular um tipo de enquadramento com proteções e uma “remuneração de qualidade”, respeitando os trabalhadores que não desejam vínculo formal. Segundo o ministro, é necessário definir regras e controles para evitar excesso de jornada e garantir a valorização do trabalho.

Durante o evento, o Ministro disse que “sente muito” caso as empresas de transporte não gostem da regulamentação. Porém, ele garantiu que a Uber não deixaria o país, pois este é um mercado importante:

“A Uber não irá embora porque o Brasil é mercado número um, mas ninguém quer que ninguém vá embora. Pelo contrário, nós queremos é garantias de proteção social a esses trabalhadores, a valorização do trabalho. Tem que ter regras, controle para não ter excesso de jornada.”

Uber também é favorável a uma regulamentação

Uber

Essa não é a primeira vez que Marinho fala publicamente sobre o tema. Há pouco mais de um mês, o ministro afirmou que, se a Uber não gostar da formalização e for embora do país, os Correios podem desenvolver algo para substituir a presença da empresa.

Em resposta à declaração do Ministro, a Uber divulgou uma nota informando que defende uma regulação que garanta direitos previdenciários aos motoristas. Veja a nota na íntegra:

“A Uber defende publicamente, desde 2021, uma regulação que promova a inclusão dos trabalhadores via aplicativo na Previdência Social, com as plataformas facilitando a inscrição e pagando uma parte das contribuições, em modelo proporcional aos ganhos de cada parceiro.

O posicionamento da empresa foi construído após pesquisas realizadas pelo Instituto Datafolha tanto com motoristas e entregadores, que rejeitaram o vínculo empregatício e apontaram a flexibilidade de trabalho como principal atrativo dos aplicativos, quanto com a população brasileira, que revelou apoiar mudanças para ampliar a cobertura da Previdência aos trabalhadores via aplicativos.”

Ou seja, pelo menos a Uber está disposta a pagar parte dos encargos. Interessante notar também que nem os próprios motoristas, em sua maioria, desejam ter um vínculo empregatício com a plataforma.

Ministro reconhece que motoristas valorizam flexibilidade do trabalho na Uber

Motorista dirige carro com celular preso ao painel exibindo mapa de navegação, em uma via elevada com tráfego ao fundo

Marinho reconheceu que nem todos os trabalhadores da plataforma querem ter um vínculo formal de emprego. Mesmo assim, destacou a importância de discutir um enquadramento para a atividade. O Ministro demonstrou preocupação com as longas jornadas de trabalho e o aumento de acidentes por causa disso, que acabam onerando o estado com os custos de saúde.

Em suma, a regulamentação dos aplicativos de transporte é um tema que gera debates há anos. Enquanto alguns defendem a formalização dos trabalhadores e a garantia de proteções mínimas, outros argumentam que essa medida poderia prejudicar a flexibilidade e a independência dos motoristas.

É importante lembrar que, independentemente do posicionamento de cada um, o objetivo deve ser encontrar uma solução que respeite os direitos dos trabalhadores e promova a segurança dos usuários. E você? Qual a sua opinião sobre este assunto?

Fonte: O Globo

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Foto de Felipe Alencar
Postado porFelipe Alencar

Cearense. 34 anos. Apaixonado por tecnologia e cultura. Trabalho como redator tech desde 2011. Já passei pelos maiores sites do país, como TechTudo e TudoCelular. E hoje cubro este fantástico mundo da tecnologia aqui para o HARDWARE.

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