Mark Zuckerberg diz que IA criou mais empregos do que eliminou até agora

A inteligência artificial costuma aparecer nas manchetes associada à substituição de trabalhadores. Para Mark Zuckerberg, porém, o cenário atual é diferente. Em entrevista recente ao The Wall Street Journal, o CEO da Meta afirmou que, até agora, o desenvolvimento da IA criou mais empregos do que eliminou. “Até agora, acho que todo o trabalho em torno da IA criou, no saldo, muitos empregos”, afirmou o executivo.

Em que contexto ele disse isso?

Zuckerberg defendeu na entrevista que a corrida pela inteligência artificial está exigindo investimentos gigantescos em infraestrutura. Em sua visão, construir data centers, desenvolver chips, expandir redes elétricas, fabricar equipamentos e contratar profissionais para manter toda essa estrutura acabou criando um grande volume de empregos. Ou seja, ele não estava dizendo que nenhuma profissão foi afetada pela IA, seu argumento é que, olhando o saldo atual da indústria, a expansão da infraestrutura teria gerado mais vagas do que perdas.

Diversas empresas de tecnologia já reduziram equipes enquanto ampliavam investimentos em inteligência artificial, inclusive a própria Meta. Além disso, ainda não existe consenso entre economistas sobre o impacto líquido da IA no mercado de trabalho.

Alguns estudos apontam que determinadas funções administrativas e de atendimento já sofrem pressão da automação, enquanto outras áreas passaram a contratar profissionais especializados em infraestrutura, engenharia de IA e operação de data centers. O imapcto depende muito do setor observado. 

Zuckerberg não é o único executivo a defender essa visão

CEO da NVIDIA diz que IA não causará desemprego em massa, mas transformará profissões

A avaliação de Mark Zuckerberg segue uma linha de pensamento parecida com a deo CEO da NVIDIA.

Durante o Startup School, evento promovido pela aceleradora Y Combinator, Jensen Huang contestou a ideia de que a inteligência artificial provocará uma destruição generalizada de empregos. Na ocasião, Huang afirmou que a IA tende a transformar profissões, automatizando parte das tarefas repetitivas e aumentando a produtividade dos trabalhadores, em vez de simplesmente substituir pessoas em larga escala.

Para sustentar sua tese, Huang citou áreas frequentemente apontadas como vulneráveis à automação. Na radiologia, algoritmos já auxiliam na interpretação de exames há vários anos. Ainda assim, a demanda por radiologistas permanece elevada em diversos mercados devido ao grande volume de exames e à necessidade de validação clínica. O CEO da Nvidia também mencionou o desenvolvimento de software. Ferramentas como Claude Code, Codex e outros assistentes de programação passaram a escrever parte do código, mas, segundo Huang, isso permite que engenheiros desenvolvam mais projetos em menos tempo.

“A fila de ideias e de ambições é enorme. Se automatizarmos parte da programação, poderemos contratar mais engenheiros para construir mais coisas”, resumiu.

Segundo ele, novas ocupações devem surgir à medida que empresas e governos adotem a tecnologia em diferentes setores da economia. Essa visão, no entanto, não é unânime. Diversos pesquisadores e economistas alertam que o impacto da IA varia conforme a profissão e que algumas funções podem, de fato, encolher ou desaparecer, especialmente aquelas com atividades altamente repetitivas.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 31/07/2026 21:35

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br