Montar um PC gamer topo de linha costuma ser o objetivo de muitos entusiastas. Meses, ou até anos, de planejamento, economia e pesquisa culminam em um computador capaz de rodar qualquer lançamento com qualidade máxima. Mas, para alguns jogadores, existe uma surpresa desagradável depois dessa conquista: a vontade de jogar simplesmente desaparece. Foi justamente esse paradoxo que surgiu em um relato de um gamer no Reddit, que finalmente realizou o sonho de adquirir um computador de alto desempenho e percebeu que, em vez de passar horas jogando, perdeu o interesse quase imediatamente.
I lost the joy of gaming after getting my dream setup
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u/PuzzledProcedure167 in
pcmasterrace
“Por algum motivo, não consigo mais me conectar com os jogos. Jogos que eu costumava jogar por horas agora começam a me entediar depois de pouco tempo”, disse ele.
Embora pareça contraditório, essa experiência é mais comum do que muitos imaginam.
O problema nem sempre tem relação com a plataforma
O conceito frequentemente chamado de gaming burnout não descreve uma doença ou diagnóstico clínico. O termo é usado pela comunidade gamer para definir um período de fadiga em relação aos jogos, no qual atividades que antes eram prazerosas deixam de despertar interesse. A perda de motivação pode ocorrer mesmo quando não existe qualquer limitação técnica. Pelo contrário, alguns jogadores relatam exatamente o oposto. Depois de investir em hardware de última geração, percebem que o entusiasmo estava mais ligado ao processo de montar e otimizar o computador do que propriamente ao ato de jogar.
No caso desse gamer do Reddit, ele diz que pensou que tivesse uma relação com a plataforma.
“Pensei que talvez o problema fosse o meu PC, então comprei um PS5. No começo, tentar platinar o jogo era realmente divertido. Mas depois de conseguir 17 troféus de platina, comecei a me sentir da mesma forma novamente. Nem sinto mais vontade de comprar jogos para PC. Compro quase todos os jogos para PS5 porque sinto que meu objetivo é apenas conseguir o troféu de Platina. A sensação não é mais de estar curtindo o jogo, mas sim de estar cumprindo uma tarefa. Às vezes, até me sinto como um robô jogando”.
Em resposta a um comentário, em que outro usuário o aconselhou a dar um tempo, e que isso é uma fase, o autor do post disse que está aprendendo conforme envelheçe e que seus gostos mudaram. “Antes eu gostava de jogos competitivos com meus amigos todas as noites, mas agora estou mais interessado em jogos indie para um jogador e jogos multiplayer casuais”.
Isso também conecta com a ideia de que um hobby não é algo fixo, ele pode variar conforme a sua vida muda e suas percepções também são alteradas. O grande trunfo de um mercado gamer cada vez mais variado, justamente pela presença dos indies, é poder renovar o prazer por jogar apostando em jogos diferentes, com propostas e narrativas mais criativas.
No entanto, também é inegável que a intensidade da relação a prática de jogar, ou até mesmo colecionar alguma coisa, pode ir se esvaindo ao longos dos anos, e pode chegar num ponto que nem faça mais sentido mesmo. No post abaixo mostramos a história de um colecionador que decidiu vender uma coleção construída ao longo de 20 anos após concluir que o hobby havia perdido o sentido para ele. Embora os contextos sejam diferentes, os dois relatos têm um ponto em comum, nem sempre a perda de interesse está relacionada ao hardware, aos jogos ou ao tamanho da coleção, mas às mudanças naturais pelas quais cada pessoa passa ao longo da vida.
Como anda a sua relação com games atualmente? Anda jogando como nunca, ou também tem passado por esses períodos em que acaba ficando mais distante, e até mesmo desmotivado a dar play e curtir? Comente abaixo.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 31/07/2026 23:08