Empresas de IA compram RTX 5090 aos montes e gamers enfrentam preços cada vez mais altos

Encontrar uma GeForce RTX 5090 por um preço razoável está cada vez mais difícil. Lançada pela Nvidia com preço sugerido de US$ 1.999, a placa já aparece por US$ 5 mil ou mais no mercado norte-americano, mais que o dobro do valor originalmente anunciado.

No Brasil, a situação também piorou. A RTX 5090 chegou ao mercado nacional em janeiro de 2025 na faixa de R$ 20 mil, mas hoje diversos modelos já são encontrados por mais de R$ 30 mil. Dependendo da fabricante e da versão, os preços podem ultrapassar R$ 35 mil e se aproximar dos R$ 40 mil.

Embora ainda existam algumas ofertas abaixo dessa faixa, o salto mostra como a placa ficou ainda mais distante do consumidor comum pouco mais de um ano após o lançamento.

Um dos fatores aumentando a pressão sobre a oferta é justamente algo que vai além dos games: empresas estão comprando placas GeForce em grandes quantidades para aplicações de inteligência artificial.

Imagens divulgadas recentemente mostram caixas de GPUs sendo adquiridas em escala de paletes para montar sistemas dedicados a IA.

A situação lembra o que aconteceu durante o auge da mineração de criptomoedas, quando placas destinadas originalmente aos consumidores desapareceram das lojas para alimentar grandes fazendas de mineração. Desta vez, porém, o destino são servidores e estações voltadas para inteligência artificial.

Por que empresas de IA querem uma RTX 5090?

Apesar de ser vendida principalmente para gamers e criadores de conteúdo, a RTX 5090 possui características bastante interessantes para cargas de trabalho de IA.

A placa utiliza a arquitetura Blackwell, conta com 32 GB de memória GDDR7 e possui Tensor Cores de quinta geração. Para determinadas empresas, utilizar várias RTX 5090 pode ser uma alternativa às GPUs profissionais e aceleradores específicos para data centers, que podem custar muito mais.

A procura chegou ao ponto de empresas chinesas desmontarem RTX 5090 comerciais para transformá-las em placas mais adequadas a servidores.

Nesse processo, GPU e chips de memória são retirados das placas originais e instalados em novos PCBs, geralmente acompanhados de sistemas de refrigeração do tipo blower. O formato facilita a instalação de várias GPUs próximas umas das outras em sistemas destinados ao processamento de IA.

RTX 5090 está cada vez mais distante dos gamers

O problema é que essa demanda adicional disputa exatamente o mesmo hardware disponível para o mercado tradicional de PCs.

A RTX 5090 já enfrentava disponibilidade limitada e preços elevados. Agora, empresas capazes de comprar dezenas ou até paletes inteiros de placas adicionam mais um concorrente na disputa pelas unidades disponíveis.

A inteligência artificial, porém, não deve ser tratada como a única responsável pelos preços atuais. Oferta, custos de memória, disponibilidade de componentes, margens de fabricantes e varejistas e versões premium também interferem no valor final.

Ainda assim, a situação é familiar para quem tentou comprar uma GPU durante o boom das criptomoedas.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 13/09/2026 23:12

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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