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Segundo Juiz, proibir Apple de vender iPhone sem carregador é abuso de poder

A Apple está em uma verdadeira queda de braço com a justiça brasileira, em especial com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). O fato da empresa comercializar o iPhone sem o carregador está gerando bastante dor de cabeça. Por exemplo, o Procon já chegou a multar lojistas por vender o celular sem carregador. E no …

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A Apple está em uma verdadeira queda de braço com a justiça brasileira, em especial com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). O fato da empresa comercializar o iPhone sem o carregador está gerando bastante dor de cabeça.

Por exemplo, o Procon já chegou a multar lojistas por vender o celular sem carregador. E no começo do mês a justiça suspendeu as vendas de iPhones no Brasil. Inclusive, depois dessa decisão, vários iPhones foram apreendidos no Distrito Federal.

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Mas é claro que a Apple não ia assistir a tudo isso de braços cruzados. A empresa entrou com um pedido de mandado de segurança que permite a venda dos aparelhos sem carregador na caixa. O pedido foi deferido pelo juiz Diego Câmara Alves, da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF).

Smartphone com a logo do Procon-DF na tela, ligado a um carregador branco, sobre fundo azul com a Catedral de Brasília ao fundo

A argumentação utilizada pelo juiz faz sentido. Segundo o magistrado, a decisão do Senacon viola o princípio da imparcialidade e pode ser considerada como abuso de poder. A legislação está sendo aplicada somente à Apple, no entanto, outras empresas também vendem celulares sem o carregador incluso na caixa. É o caso da Samsung, uma das principais concorrentes da Maçã.

Além disso, a prática de retirar o carregador se estende também a outros produtos eletrônicos. Portanto, de acordo com o entendimento do magistrado, não há prática ilegal ou violação dos direitos do consumidor.

O juiz também usou como argumento o artigo 4º da Lei de Liberdade Econômica (Lei nº. 12.874/2019). Esse artigo trata sobre as garantias da livre iniciativa. Segundo esse código da lei, é necessário que haja um tratamento isonômico, ou seja, igualitário, por parte da administração econômica. Então, se a Apple é proibida de vender os iPhones sem carregador, outras empresas do setor também deveriam ser.

Carregador USB branco de parede com símbolo de proibição sobre pedestal amarelo, em cenário 3D, ilustrando venda sem carregador

Em nota, a Apple disse que as suas operações comerciais em território brasileiro estão em conformidade com os regulamentos locais. A empresa também disse que o ato de retirar os carregadores das caixas do iPhone 12, 13 e 14 faz parte do compromisso da marca com o meio ambiente:

“Na Apple, consideramos nosso impacto nas pessoas e no planeta em tudo o que fazemos. Adaptadores de energia representaram nosso maior uso de zinco e plástico e eliminá-los da caixa ajudou a reduzir mais de 2 milhões de toneladas métricas de emissões de carbono — o equivalente a remover 500.000 carros das estradas por ano.”

A empresa também ressalta que existem bilhões de carregadores de energia em uso no mundo todo. 

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Foto de Felipe Alencar
Postado porFelipe Alencar

Cearense. 34 anos. Apaixonado por tecnologia e cultura. Trabalho como redator tech desde 2011. Já passei pelos maiores sites do país, como TechTudo e TudoCelular. E hoje cubro este fantástico mundo da tecnologia aqui para o HARDWARE.

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