Nintendo revela que 68% dos pais têm dificuldade para entender os jogos dos filhos
Uma nova pesquisa encomendada pela Nintendo revelou que 68% dos pais no Reino Unido tomam decisões sobre os videogames de seus filhos sem se sentirem totalmente informados sobre o assunto. O levantamento também mostrou que 71% dependem das próprias crianças para compreender termos, tendências e outras questões relacionadas aos jogos.
Divulgado em outubro, o estudo ouviu 2 mil pais de crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos. Segundo os resultados, 28% consideram os videogames o interesse dos filhos que menos compreendem, superando as redes sociais (15%), o consumo de vídeos online (16%) e os esportes (10%). Além disso, 34% acreditam que entender melhor os hábitos de jogo dos filhos os ajudaria a tomar decisões com mais confiança.
Tempo de tela e segurança online estão entre as maiores preocupações
Entre os principais receios dos entrevistados, 35% demonstraram preocupação com o tempo que os filhos passam jogando, enquanto 28% citaram a exposição a conteúdos inadequados e 25% mencionaram o contato com desconhecidos durante partidas online. A pesquisa também identificou uma falta de conhecimento sobre ferramentas que já estão disponíveis nos próprios consoles.

Ao serem questionados sobre o que os ajudaria a tomar decisões mais seguras, 37% apontaram orientações para administrar o tempo de tela, 32% gostariam de aprender a configurar controles parentais e 30% desejam compreender melhor o conteúdo dos jogos. Apesar das preocupações, o levantamento também apresentou uma perspectiva positiva.
Segundo os dados divulgados pela Nintendo, 58% dos pais acreditam que os videogames podem ajudar a desenvolver habilidades de resolução de problemas, enquanto 45% enxergam benefícios para a criatividade e o trabalho em equipe. Outro dado mostra que 61% jogam com seus filhos regularmente ou ocasionalmente, indicando que os videogames também fazem parte das atividades compartilhadas pelas famílias.
Nintendo lança guia gratuito para orientar os pais
Diante dos resultados, a Nintendo do Reino Unido anunciou o Parent’s Guide to Gaming with Confidence, um guia gratuito desenvolvido em parceria com o Family Gaming Database. O material foi escrito pelo especialista em jogos familiares Andy Robertson, com contribuições de profissionais como a psicóloga infantil Amanda Gummer e a jornalista Ellie Gibson.
Entre os assuntos abordados estão classificação indicativa, segurança online, escolha de jogos apropriados para cada idade, gerenciamento do tempo de tela e utilização de controles parentais. Segundo Robertson, o objetivo não é simplesmente estabelecer mais regras, mas ajudar os responsáveis a compreender os jogos que seus filhos gostam e tomar decisões adequadas à realidade de cada família.
Nintendo Switch e Switch 2 já possuem ferramentas de controle parental
A iniciativa também chama atenção para recursos disponíveis nos consoles da própria Nintendo. Tanto o Nintendo Switch quanto o Switch 2 oferecem ferramentas que permitem restringir jogos de acordo com a classificação indicativa, limitar a comunicação com outros usuários e acompanhar a atividade das crianças.
Por meio do aplicativo gratuito Nintendo Switch Parental Controls, disponível para smartphones, os responsáveis também podem definir limites diários de utilização e consultar o histórico de jogos. No Switch 2, o aplicativo permite controlar o acesso ao GameChat. Crianças menores de 16 anos precisam de autorização dos responsáveis para utilizar o recurso, incluindo a aprovação de contatos e chamadas de vídeo.
No Brasil, a Classificação Indicativa do Ministério da Justiça também serve como referência para identificar conteúdos adequados a diferentes faixas etárias, considerando aspectos como violência, linguagem imprópria e temas sensíveis.
Embora os resultados da pesquisa se limitem ao Reino Unido, a iniciativa aborda questões presentes em qualquer família que conviva com videogames.
Fonte: Miketendo64
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