A Apple já confirmou a data: no dia 9 de setembro de 2025, o mundo vai conhecer oficialmente a família iPhone 17. Serão quatro modelos — o tradicional, o Pro, o Pro Max e o inédito iPhone 17 Air, que promete ser o mais fino da história da marca, seguindo uma estratégia que outras marcas, como a Samsung, com o Galaxy S25 Edge, também seguiram.
Neste artigo iremos falar sobre o que os rumores estão indicando especificamente sobre o hardware da nova linha da Apple. Vamos nessa!
Chip A19 e A19 Pro: o cérebro da nova geração
No coração do iPhone 17 estará o chip A19, produzido no processo N3P de 3 nanômetros da TSMC, uma evolução direta da litografia N3E usada nos chips anteriores. O N3P entrega até 5% mais desempenho e eficiência energética superior, além de uma densidade de transistores levemente maior. Na prática, isso significa que o A19 deve rodar o iOS 26 e os recursos de inteligência artificial da Apple, reunidos sob o selo Apple Intelligence, com mais estabilidade e menor consumo de bateria.
Os modelos Pro e Pro Max vão ainda além, trazendo o A19 Pro. Fabricado com a mesma litografia N3P, ele deve concentrar algo entre 25 e 30 bilhões de transistores, quase três vezes mais do que o A13 Bionic que equipava o iPhone 11. Essa densidade absurda explica o salto esperado em processamento gráfico e eficiência, algo essencial para suportar gravações em 8K, jogos pesados e novas rotinas de IA.
O iPhone 17 Air, por sua vez, deve estrear uma versão diferenciada: rumores indicam que ele pode usar uma variante do A19 Pro, mas com um núcleo de GPU a menos. A decisão faz sentido diante do corpo ultrafino de apenas 5,5 mm a 6 mm, que naturalmente impõe limites térmicos. Assim, o Air se posiciona como um meio-termo entre os modelos de entrada e os Pro.
Mais memória para suportar a era da IA
O salto de desempenho do iPhone 17 não virá apenas dos novos chips. Para que os recursos de inteligência artificial rodem de forma eficiente no iOS 26, a Apple precisa entregar também mais RAM e padrões mais rápidos. É por isso que os rumores apontam para uma mudança significativa em toda a linha.
Os modelos Pro e Pro Max devem receber 12 GB de RAM no padrão LPDDR5X, o mais avançado disponível hoje para dispositivos móveis. Essa tecnologia garante maior largura de banda e menor consumo de energia, permitindo que apps pesados abram mais rápido, que a multitarefa flua sem engasgos e que tarefas prolongadas de IA rodem sem comprometer a autonomia.
Já o iPhone 17 Air deve se posicionar de forma intermediária, trazendo também 12 GB de RAM, mas no padrão LPDDR5. A diferença pode parecer pequena no papel, mas é fruto de uma decisão estratégica: o LPDDR5 consome um pouco mais de energia e oferece menos velocidade que a versão X, mas ajuda a controlar a dissipação térmica em um corpo ultrafino de apenas 5,5 mm.
O iPhone 17 padrão deve permanecer com 8 GB de RAM LPDDR5, mas ainda há analistas que acreditam na possibilidade de ele também migrar para 12 GB, dependendo da estabilidade da cadeia de suprimentos. Se confirmado, seria um marco: pela primeira vez, toda a família iPhone teria a mesma capacidade de memória, um salto em relação ao iPhone 16, que limitava os 8 GB apenas aos modelos mais caros.
Telas com ProMotion para todos
Uma das mudanças mais aguardadas deve finalmente ocorrer: em 2025, toda a linha iPhone 17, do modelo tradicional ao Air, passando pelos Pro, deve adotar painéis OLED LTPO com ProMotion de 120 Hz. Até agora, essa fluidez visual era um privilégio exclusivo dos modelos Pro, mas desta vez se tornará padrão, elevando a experiência de rolagem, jogos e animações em todos os aparelhos.
A tecnologia LTPO é o segredo por trás dessa evolução. Diferente dos OLEDs convencionais, ela permite que a taxa de atualização varie de forma dinâmica, indo de 1 Hz até 120 Hz conforme o conteúdo exibido. O resultado é uma experiência mais suave em jogos e vídeos, sem comprometer a autonomia da bateria. Essa decisão elimina o gargalo dos 60 Hz que ainda limitava os modelos básicos até o iPhone 16, e coloca toda a linha em um novo patamar de qualidade visual.
Nos modelos Pro, a Apple deve expandir ainda mais o leque de inovações visuais. A expectativa é que esses aparelhos recebam um revestimento antirreflexo e anti-risco avançado, mais sofisticado do que o atual Ceramic Shield, com inspiração direta no nano-texture glass usado no iPad Pro com chip M4. Essa superfície fosca, que aplica uma textura nanométrica no próprio vidro em vez de um filme adicional, reduz reflexos intensos mesmo sob luz solar direta, sem comprometer a qualidade da imagem.
Há ainda especulação de que o Always-On Display, aproveitando o ProMotion universal, possa ser expandido para toda a linha 17. Mas esse ponto ainda gera divergências e, por enquanto, permanece como uma possibilidade remota.
Câmeras de 48 MP e novos recursos de captura
As câmeras do iPhone 17 devem marcar uma das maiores evoluções da linha em anos. Logo na parte frontal, todos os modelos devem ganhar uma nova lente de 24 megapixels com seis elementos, dobrando a resolução da geração anterior. Esse salto promete selfies mais detalhadas, chamadas de vídeo em qualidade superior e até mais flexibilidade para criadores que usam a câmera frontal em gravações.
Na traseira, cada modelo terá uma proposta distinta. O iPhone 17 Air deve apostar em simplicidade com uma única lente de 48 MP, aproveitando software avançado para extrair o máximo de detalhes. O modelo padrão deve subir para duas câmeras, wide e ultrawide, ambas também de 48 MP, criando consistência entre diferentes enquadramentos.
Os holofotes, porém, ficam sobre o iPhone 17 Pro e Pro Max. Eles devem trazer três câmeras de 48 MP cada, incluindo uma teleobjetiva com zoom óptico de 5×. Esse recurso se apoia na tecnologia Tetraprism, apresentada pela primeira vez no iPhone 15 Pro Max e expandida para toda a linha iPhone 16 Pro. O sistema utiliza quatro prismas internos para dobrar a luz, criando uma distância focal equivalente a 120 mm sem exigir um módulo volumoso. É uma solução engenhosa que já mostrou eficiência e que deve ganhar ainda mais destaque nesta nova geração.
Além disso, esses modelos também devem estrear a gravação em 8K e trazer um recurso muito aguardado por criadores de conteúdo: a possibilidade de capturar vídeo simultâneo com as câmeras frontal e traseira, abrindo espaço para narrativas mais ricas e dinâmicas em um único take.
Bateria maior e carregamento mais rápido
Se há uma crítica recorrente aos iPhones, é a autonomia, e a Apple parece pronta para dar uma resposta de peso em 2025. O iPhone 17 Pro Max deve ser o primeiro da linha a ultrapassar a barreira dos 5.000 mAh, um salto histórico que, aliado à eficiência dos novos chips A19 Pro, promete entregar várias horas extras de uso em um único ciclo. Para quem depende do aparelho ao longo do dia, esse pode ser o maior avanço prático da geração.
Outra mudança significativa está no carregamento. Toda a linha iPhone 17 deve adotar o novo padrão Qi 2.2, elevando a potência do MagSafe para até 45 W — quase o dobro do limite anterior. Embora o protocolo suporte até 50 W, a Apple deve optar por um teto mais conservador para preservar a saúde da bateria e reduzir riscos de aquecimento. Ainda assim, trata-se de um avanço que aproxima os iPhones dos melhores Androids do mercado em termos de velocidade de recarga sem fio.
Os rumores também apontam para a estreia da carga reversa sem fio nos modelos Pro. Essa função transformaria o iPhone em uma pequena central de energia, capaz de recarregar acessórios como AirPods ou Apple Watch diretamente na traseira do aparelho, algo que usuários pedem há anos.
Por fim, há um detalhe técnico que pode passar despercebido, mas que faz diferença no uso a longo prazo: todos os modelos devem trazer um novo adesivo condutivo elétrico que facilita a remoção da bateria com uma descarga controlada. Essa solução substitui os métodos atuais, que dependem de calor ou solventes, e coloca a Apple em sintonia com exigências regulatórias de sustentabilidade na Europa, que pedem baterias mais fáceis de trocar.
Resfriamento com tecnologia gamer
Para lidar com o poder do processador A19 Pro e a capacidade de gravação em 8K, a Apple parece finalmente investir em um sistema de resfriamento ativo, uma novidade até então inédita na linha iPhone: a câmara de vapor.
Essa tecnologia não nasceu ontem. Ela já equipa smartphones Android high-end há anos, como o Galaxy S25 Ultra, e tem o propósito claro de manter o desempenho estável por mais tempo. Quando o aparelho aquece, um fluido dentro da câmara evapora, percorre a superfície metálica e então condensa — num ciclo contínuo de refrigeração mais eficiente do que o uso de grafite ou estrutura metálica passiva. Esse sistema pode ser até três a cinco vezes mais eficaz que os métodos atuais usados pela Apple, segundo estimativas técnicas.
Rumores indicam que o recurso será exclusivo dos modelos Pro e Pro Max, mas algumas fontes sugerem que ele também pode chegar ao iPhone 17 padrão. Vazamentos recentes exibiram até a suposta peça de cobre responsável por distribuir o calor internamente, cobrindo não apenas o chip, mas também componentes adjacentes.
Isso ajudaria a reduzir picos de aquecimento localizados, garantindo desempenho estável em sessões prolongadas de jogos, gravações ou tarefas de IA.
O próprio convite do evento “Awe Dropping”, com cores que lembram um mapa térmico, foi interpretado como uma pista visual de que a Apple vai destacar essa novidade.
Jcom os novos iPhones, Apple Watches e AirPods que devem ser revelados no evento de setembro, alguns dispositivos atuais podem se despedir das prateleiras oficiais. Do iPhone 15 ao Apple Watch Ultra 2, passando pelos AirPods Pro 2, a empresa prepara um enxugamento estratégico em seu portfólio.
Confira nosso artigo abaixo com uma lista de 7 produtos que a Apple deve descontinuar:
7 produtos que a Apple deve descontinuar após o lançamento do iPhone 17






