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AMD agora prioriza data centers, afirma Lisa Su, enquanto receita com jogos despenca 40%

CEO da AMD destaca crescimento acelerado da IA e projeta forte expansão para 2027, levantando dúvidas sobre o espaço dos processadores Ryzen e das placas Radeon nas prioridades da empresa

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A AMD está passando por uma transformação em seus negócios, com a inteligência artificial e os data centers assumindo um papel cada vez mais importante. Em entrevista ao Yahoo Finance, a CEO Lisa Su deixou clara essa mudança de prioridades ao afirmar que a AMD agora é uma empresa que coloca os data centers em primeiro lugar.

A declaração acontece poucos dias depois da divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, período em que a companhia registrou receitas recordes, impulsionadas principalmente pela demanda por processadores de servidores e aceleradores de inteligência artificial.

“Somos uma empresa que prioriza os data centers. Esse é o nosso perfil, e as pessoas precisam de mais poder computacional para executar todas essas aplicações”, declarou Lisa Su.

Segundo a executiva, a adoção da IA está avançando tão rapidamente que empresas estão revisando seus investimentos com mais frequência, abandonando planejamentos anuais rígidos para acompanhar a crescente necessidade de infraestrutura computacional.

Data centers já representam 64% da receita da AMD

Os resultados financeiros ajudam a explicar o posicionamento da empresa. Conforme o relatório oficial da AMD, divulgado em 3 de novembro, a divisão de data centers alcançou US$ 8,55 bilhões em receita no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de 97% em relação ao mesmo período de 2025. Esse segmento já responde por aproximadamente 64% do faturamento total da fabricante, que atingiu US$ 13,38 bilhões no trimestre.

lisa su amd

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos processadores EPYC e pelos aceleradores Instinct MI450, utilizados em servidores e sistemas de inteligência artificial. Para o quarto trimestre, a AMD projeta uma expansão adicional de 50% na receita de data centers em comparação com o trimestre anterior.

Olhando para 2027, a companhia espera que a receita de processadores para servidores praticamente dobre, enquanto o negócio de aceleradores de IA deverá crescer ainda mais rapidamente. A expectativa da administração é que os data centers representem mais de 80% da receita total da AMD no próximo ano.

Enquanto isso, divisão de jogos registra forte queda

O cenário é diferente no mercado de jogos. A AMD registrou US$ 773 milhões em receita no segmento Gaming, uma queda de 40% na comparação anual. Segundo a companhia, a redução está relacionada principalmente ao menor volume de vendas de chips semicustomizados, utilizados em consoles, em um estágio mais avançado do ciclo desses aparelhos. O faturamento com placas gráficas também diminuiu.

Entretanto, isso não significa que todos os produtos voltados ao consumidor estejam apresentando resultados negativos. A divisão Client, responsável pelos processadores Ryzen para computadores, registrou US$ 2,95 bilhões em receita, crescimento de 7%, impulsionado pelas vendas de chips para notebooks.

Ainda assim, a AMD trabalha com a expectativa de que o mercado global de PCs apresente uma redução de dois dígitos nas unidades comercializadas em 2027, parcialmente devido ao encarecimento de memórias e outros componentes.

O que acontece com Ryzen e Radeon?

A declaração de Lisa Su naturalmente levanta questionamentos sobre o futuro dos produtos destinados aos jogadores. A AMD reconquistou relevância no mercado de computadores com os processadores Ryzen e mantém sua presença no segmento de placas de vídeo com a família Radeon. Entretanto, o crescimento acelerado dos data centers mostra onde estão concentradas suas maiores oportunidades comerciais.

Isso não significa necessariamente o abandono do mercado consumidor. Durante a apresentação de resultados, Su afirmou que os PCs continuam importantes para a companhia, especialmente nos segmentos corporativo, premium e de desktops. A diferença é que a AMD agora precisa equilibrar esses produtos com uma demanda crescente por infraestrutura de IA, que também disputa recursos de fabricação e fornecimento.

Por enquanto, não há indicação oficial de que a empresa pretenda encerrar ou reduzir suas linhas Ryzen e Radeon. A questão é como essa nova prioridade poderá influenciar os investimentos e o ritmo de desenvolvimento de futuras gerações.

Fonte: Videocardz

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Postado porRodolfo
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