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Sites falsos da DocuSign são usados para distribuir malware no Brasil

Páginas fraudulentas identificadas pela ESET simulam a plataforma de assinatura eletrônica para induzir usuários ao download automático de arquivos maliciosos; marca é atualmente a mais explorada em campanhas de phishing detectadas pela ESET no Brasil

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Pesquisadores da ESET identificaram páginas falsas clonadas na internet que utilizam a identidade visual da plataforma DocuSign para infectar sistemas de usuários no Brasil. O monitoramento de telemetria da empresa indica que a marca de assinaturas eletrônicas registra o maior volume de uso em campanhas de engenharia social voltadas para fraude digital no país no decorrer do ano de 2026. A equipe localizou três endereços eletrônicos em português com infraestrutura idêntica de funcionamento.

Os servidores clonados acionam a transferência de pacotes de dados de forma automática para o armazenamento local do computador da vítima, sem a necessidade de clique em links ou botões. O arquivo transferido possui a extensão .vbs e executa comandos por meio da ferramenta PowerShell do sistema operacional Windows, com o objetivo de fixar rotinas de persistência no registro do terminal e abrir portas para a comunicação com domínios externos.

Captura de página falsa da DocuSign com URL suspeita destacada, "Seu documento está pronto" e barra de redirecionamento
URL utilizada pelos criminosos imitava elementos do domínio oficial da DocuSign para aumentar a credibilidade do golpe

Os riscos do script VBScript e as estatísticas de fraude do CERT.br

Os arquivos capturados pela ESET atuam como agentes de download inicial na cadeia de contaminação por malware. A análise estrutural indicou que os códigos buscam estabelecer contato com servidores remotos para baixar cargas finais de vírus de monitoramento de digitação e captura de dados de autenticação corporativa. Durante as auditorias de laboratório executadas pela empresa de segurança, as máquinas que hospedavam os pacotes complementares de vírus operavam em modo offline.

O pesquisador de segurança da ESET no Brasil, Jonathan Ramos, declarou que o uso de marcas corporativas consolidadas serve para rebaixar a percepção de perigo por parte dos operadores de rede. Dados estatísticos compilados pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) apontam o registro de 2.500 páginas fraudulentas ligadas a atividades de captura de dados no território nacional no período acumulado de 2026. Em incidentes de contaminação ativa, a recomendação técnica exige a desconexão física dos cabos de rede de internet e o escaneamento completo do armazenamento em nível local.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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