Micron aposta em boom da memória HBM e vê mercado de US$ 100 bilhões até 2028

Micron prevê que o mercado de memória HBM chegará a US$ 100 bi até 2028 e planeja novos investimentos para enfrentar a escassez até 2026.

A Micron traçou um cenário ousado para o setor de memória de alto desempenho (HBM): o mercado deve triplicar em tamanho e chegar a US$ 100 bilhões até 2028. O dado foi apresentado pelo CEO Sanjay Mehrotra durante a última apresentação de resultados trimestrais da empresa, segundo o portal Seeking Alpha.

A previsão aponta para uma expansão média de 40% ao ano, ritmo que faria o mercado alcançar a marca dois anos antes do que a própria Micron estimava no passado. O motivo principal? A demanda crescente por chips usados em inteligência artificial e data centers — áreas que simplesmente não funcionam sem grandes volumes de HBM e DRAM.

Escassez longa e apostas de alto custo

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Mehrotra admitiu que o déficit global de memória continuará até o fim de 2026, podendo se estender além disso. A explicação é simples: construir novas plantas e migrar para processos de fabricação mais modernos leva tempo. “No curto prazo, não há outro jeito de aumentar a produção”, resumiu o executivo.

Para acelerar a virada tecnológica, a Micron vai expandir o investimento anual em capital de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões em 2025. O foco está em duas frentes: o processo “1‑gamma” para DRAM, que promete ganhos de eficiência e densidade, e a linha completa de produtos HBM — os chips que hoje alimentam GPUs e aceleradores de IA das gigantes do setor.

Crescimento firme em um mercado competitivo

O último trimestre mostrou que a empresa não está apenas apostando no futuro: o presente já é de expansão. A receita com DRAM, incluindo HBM, cresceu 20% em relação ao trimestre anterior e chegou a US$ 10,8 bilhões. O segmento de NAND, usado em SSDs, subiu 22%, totalizando US$ 2,7 bilhões. No total, o faturamento da Micron avançou 21% na comparação trimestral, e 57% sobre o mesmo período de 2023.

Mesmo com margens crescendo num ritmo mais moderado, Mehrotra se mostrou confiante: os contratos de fornecimento de longo prazo, agora mais vantajosos, devem sustentar a rentabilidade da companhia mesmo durante a transição tecnológica.

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