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Executivo da Apple aponta possível fim do iPhone em 10 anos; entenda

Em depoimento judicial, executivo da Apple sugere que o iPhone pode se tornar obsoleto em até 10 anos. Entenda os planos da empresa e o papel da inteligência artificial nesse cenário.

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Durante o julgamento antitruste que coloca a Alphabet, holding que controla o Google, no centro de uma investigação sobre práticas monopolistas, um nome de peso da Apple entrou em cena: Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços da empresa. Conhecido por ter intermediado o acordo que tornou o Google o buscador padrão do Safari, Cue também aproveitou a ocasião para lançar ideias provocativas sobre o futuro da tecnologia pessoal — e do próprio iPhone.

Apple já pensa além do smartphone

Seis iPhone 16 lado a lado em cores variadas (preto, branco, rosa, verde, azul e roxo), com a tela azul do modelo mais à direita

Ao ser questionado sobre os próximos passos da Apple, Cue deixou claro que a empresa está de olho em uma transição tecnológica impulsionada pela inteligência artificial. Ele mencionou planos para integrar ferramentas como ChatGPT, Perplexity e o buscador da Anthropic diretamente no navegador Safari A proposta é tornar a experiência de busca mais fluida e personalizada, dispensando a necessidade de recorrer a mecanismos tradicionais, como o Google, que rebateu, afirmando que não é verdade que as buscas estejam caindo.

Mas a declaração que mais chamou atenção foi outra: para Cue, existe uma chance real de que o iPhone se torne desnecessário dentro de uma década. A fala, embora ousada, reflete uma visão estratégica que já estaria sendo desenhada internamente.

Tim Cook quer um dispositivo que te acompanhe o dia todo

Homem de óculos e suéter azul-marinho sentado em uma poltrona, conversando e gesticulando com as mãos diante de um fundo azul em palco de evento

Segundo informações da Bloomberg, esse possível “fim” do iPhone se encaixa nos planos de longo prazo de Tim Cook. O CEO da Apple estaria empenhado em criar uma nova geração de dispositivos — menos invasivos e mais integrados ao cotidiano — como os óculos inteligentes. A ideia é simples: substituir a tela que você carrega no bolso por algo que esteja sempre com você, sem a necessidade de ser tocado a todo momento.

Esse conceito já começou a tomar forma com o lançamento do Vision Pro, classificado como o primeiro “computador espacial” da Apple. Apesar de sua recepção inicial morna e do preço elevado, a empresa já estaria desenvolvendo uma versão mais acessível, prevista para chegar ao mercado no fim do ano.

Outro executivo que segue nessa mesma linha é Mark Zuckerberg. O CEO da Meta já declarou que os óculos inteligentes tomarão o protagonismo dos smartphones.

“Os óculos serão a principal plataforma de computação, assim como os telefones são hoje. No entanto, isso não elimina os celulares, assim como os PCs continuam relevantes mesmo após a ascensão dos smartphones“, destacou Zuckerberg.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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