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Governo americano suspende veto à Huawei por 90 dias

A novela EUA x Huawei ganhou um novo capítulo. Menos de um dia após o Google anunciar que o suporte do Android aos aparelhos da gigante chinesa será suspenso, o governo americano, por intermédio do Departamento de Comércio, resolveu interromper por 90 dias o tal veto que impede a negociação com empresas americanas. Este veto …

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A novela EUA x Huawei ganhou um novo capítulo. Menos de um dia após o Google anunciar que o suporte do Android aos aparelhos da gigante chinesa será suspenso, o governo americano, por intermédio do Departamento de Comércio, resolveu interromper por 90 dias o tal veto que impede a negociação com empresas americanas.

Este veto foi assinado pelo presidente americano Donald Trump na quarta-feira. Com o veto, empresas americanas de telecomunicações não podem instalar equipamentos estrangeiros que representem alguma ameaça à segurança nacional, e a administração Trump considera a Huawei como uma dessas empresas perigosas para a segurança do país. O veto acabou gerando uma onda de quebra de relações com a Huawei. Além do Google, seis outros fabricantes de componentes eletrônicos dos EUA e um da Alemanha aderiram ao movimento: Qualcomm, Xilinx e Broadcom, Infineon Technologies, Western Digital e US Micron Technology.

A Huawei faz questão de destacar que já esperava essa situação, por isso se antecipou aos acontecimentos, comprando e estocando suprimentos de chips para garantir que a atual linha de produção não fosse interrompida. por pelo menos 3 meses.

Poste de iluminação com câmera de segurança, bandeiras dos Estados Unidos e da China tremulando lado a lado sob céu azul, com homens sentados em primeiro plano

O veto, caso seja mantido, causará estragos comerciai não só para a Huawei, mas também para as empresas americanas. Segundo estimativas, no ano passado a Huawei comprou uma série de componentes, de 13.000 fornecedores, no valor de US$ 70 bilhões. Dos quais, 11 bilhões foram comprados de gigantes estadunidenses, incluindo Qualcomm, Broadcom, Microsoft e Google.  Lembrando que a Huawei tem a sua própria subsidisiária especializada na fabricação de chips, a HiSilicon.

Analistas dizem que Huawei possui dezenas de contratos comerciais de implantação de redes 5G em todo o mundo, incluindo 25 países europeus e 10 países do Oriente Médio, porém, se a companhia não descobrir como cooperar com parceiros dos EUA, a Huawei estará em um dilema muito perigoso.

Essa pausa nas sansões começou a valer ontem (20) e fica válido até o dia 19 de agosto. De acordo com secretário de Comércio Wilbur Ross, “essa licença permitirá que as operações continuem para os usuários de celulares e redes de banda larga rurais existentes da Huawei”. O período também servirá para o departamento determinar medidas a longo prazo apropriadas para os Estados Unidos e os provedores de telecomunicações estrangeiros que atualmente dependem dos equipamentos da Huawei.

Outdoor com anúncio do Huawei P30 Pro, com três cores do aparelho, enquanto uma mulher passa na calçada segurando sacola e celular

Abraham Liu, representante da Huawei para a União Euroéia (UE), declarou que a postura dos Estados Unidos é um ataque contra a ordem liberal baseada em leis, e que isto é uma situação perigosa, já que abre precedente para que a mesma situação aconteça com qualquer outra empresa internacional. Liu também reforçou que a Huawei sempre respeitou todas as leis e regulamentações aplicáveis.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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