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Entendendo o Android, parte 1

Por Carlos E. Morimoto em 10 de agosto de 2010 às 09h49

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Introdução

Apesar do início tímido, o Android logo começou a crescer rapidamente, saindo da situação incipiente que ocupava em 2008 para o posto de um dos sistemas dominantes nos smartphones high-end e tablets. Com exceção da Apple, da Nokia e da Microsoft (que por motivos óbvios têm preferido alavancar seus próprios sistemas), praticamente todos os outros grandes fabricantes possuem projetos relacionados ao Android, que vão de tablets, smartphones e smartbooks a robôs de limpeza. Com tantos projetos em curso, é de se esperar que o Android continue se popularizando nos próximos anos, com uma grande chance de se tornar a plataforma dominante para dispositivos móveis.

Ao falar no Android é impossível deixar de relacionar o sistema ao Google, que apesar de ser mais conhecido por causa do mecanismo de buscas, do Gmail e do AdSense, investe nas mais diversas áreas, de painéis solares a novos algoritmos de inteligência artificial. Em 2005 decidiram entrar também no ramo dos smartphones, adquirindo a Android Inc., uma pequena empresa de desenvolvimento de sistemas embarcados, dando origem aos boatos de que o Google estaria trabalhando no "Google Phone".

Quando foi finalmente divulgado, em 2007, o projeto acabou se revelando bem mais ambicioso que o originalmente previsto. Ao invés de estarem simplesmente trabalhando em um modelo específico de smartphone, anunciaram um sistema operacional open-source (http://code.google.com/android/), baseado em Linux, que pode ser usado também em outros dispositivos.

Apesar de ter começado como um projeto particular, a partir de novembro de 2007 o desenvolvimento dos componentes open-source foi transferido para a Open Handset Alliance, uma fundação sem fins lucrativos, que, além do Google, inclui algumas dezenas de fabricantes de aparelhos, empresas de telefonia e desenvolvimento de softwares.

O Android é, sob diversos ângulos, uma antítese do iPhone. Enquanto a Apple optou por manter um controle estrito sob sua plataforma, controlando tanto o hardware quanto o software, impondo restrições aos desenvolvedores e controlando a distribuição dos aplicativos, o Google optou por seguir o caminho oposto, criando um sistema aberto e incentivando a criação de aplicativos para a plataforma, inclusive com prêmios em dinheiro.

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Grande parte da estratégia em torno do Android é centrada no desenvolvimento de aplicativos por parte de outras empresas e programadores independentes. O Google entendeu que, assim como nos desktops, as plataformas de smartphones estão se consolidando e o mais importante passou a ser os aplicativos e não apenas o hardware ou as funções básicas do sistema. Tendo isso em mente, faz sentido que, sendo o último a entrar no mercado, o Google tenha investido pesado, montando uma grande equipe de desenvolvimento, investindo em contatos com fabricantes e na divulgação do sistema e incentivando a participação externa.

Enquanto a Apple tenta restringir os desenvolvedores, com medo de que aplicativos ruins possam prejudicar a imagem da plataforma, o Google adotou uma atitude liberal, disponibilizando as ferramentas e deixando que a coisa flua naturalmente. Você mesmo pode baixar o SDK no http://developer.android.com e começar a estudar o sistema usando seu próprio PC, sem nem mesmo precisar de um smartphone baseado na plataforma.

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Entra em cena, então, o Android Market, que faz o papel de canal de distribuição, assumindo a função que no mundo Apple pertence à AppStore. Ele serve como um repositório central de softwares para a plataforma, permitindo que eles sejam instalados rapidamente. Em julho de 2010 o Android Market já atingiu a marca de 100.000 aplicativos, um número que deve continuar crescendo rapidamente.

7 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 10 de agosto de 2010 às 10h00

Comentários

Sra
por Adele (anônimo) em 6 de dezembro de 2011 às 18h51
Achei muito bom o texto e anima quem por ventura adquirir pela primeira vez um produto com Android. Mas, no meu caso, fiquei um pouco frustrada em confirmar aqui minha desconfiança: os painéis do Android servem apenas como depósitos de "lançadores". Tinha esperança de que eles fossem como as áreas de trabalho em outros sistemas Linux, onde vc pode manter um aplicativo aberto em cada painel.
Teclados Swype e Task Killers
por pimenta.android@gmail.com (anônimo) em 14 de outubro de 2011 às 16h21
Boa tarde!

Excelente post!
Porém gostaria de registrar a minha opinião com relação a dois trechos do mesmo:

"Em outras palavras, eles são muito bons para navegar na web, ver fotos, assistir vídeos, rodar jogos, etc., mas são menos eficientes na aplicação básica: fazer e receber chamadas."

Concordo que eles exigem inicialmente as duas mãos e que a digitação não é tão facilitada, porém após você se acostumar com o swype, é extremamente tranquilo digitar LONGOS textos apenas com a ponta do dedão que está segurando o celular. Depois do período de aprendizado, escrever no celular se torna algo incrivelmente rápido! Já ocorreu de amigos meus perguntarem se eu estava no computador para conseguir falar tanto e tão rápido.
Lembrando que existem outras opções de teclados mais inteligentes e práticos do que o Swype, como é o caso do SlideIt (infelizmente pago, porém vale o preço)

O segundo ponto é:
"Isso levou ao aparecimento de aplicativos como o "Advanced Task Killer", que permite matar aplicativos manualmente. Entretanto, a versão 2.2 do Android removeu as chamadas que permitem que um aplicativo finalize outros, tornando estes aplicativos inoperantes e trazendo de volta o problema."

Acredito que esta informação esteja desatualizada, pois assim como o Advanced Task Killer, temos outros aplicativos como o Android Assistant, que conseguem matar as aplicações em segundo plano depois de determinado período.

No mais, excelente tópico!
Espero por mais posts com dicas e informações sobre o Android! (inclusive, se precisar de ajuda, posso colaborar)
Parabéns mais uma vez e um abraço!

pimenta.android@gmail.com
Android
por Mayara Bueno (anônimo) em 20 de setembro de 2011 às 02h32
Muito bom esse texto explicativo sobre o Android. Nem sabia que esse sistema operacional existia até eu ganhar um tablet MID. quando vi que era o Android, fiquei desesperada, pqe nao sabia mexer em absolutamente nada. agora vou poder começar a explorar as vantagens. Muito obrigada!
Android
por Antonio Jose (anônimo) em 1 de fevereiro de 2011 às 14h13
Gostei do Conteúdo do Android!!!
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por Vinicius (anônimo) em 14 de dezembro de 2010 às 11h09
Tbm pode tentar o SideLoad, citado neste guia
Android Market
por Caroline (anônimo) em 30 de outubro de 2010 às 12h23
Bom dia!
Nossa, que bom que achei este guia, muito útil, pois o android para mim é um bicho de sete cabeças.
Estou tendo muita dificuldade para trabalhar com ele, fora que meu ingles é básico. Mas acho que entedi muita coisa depois de ler alguns tópicos.
Para começar, comprei um tablet "ching ling", com sintema android 2.1. E pelo que li acima, como ele não tem alguns dos componentes exigidos, como a câmera, por isso que não veio com o Android Market, nossa o que eu tentei procurar para baixar, mas nada de encontrar. O que esta instalado no meu é o SlideME, como vc mesmo citou. Pensava que era a mesma coisa, mas não encontro muitos dos Apps que preciso.
Posso baixar alguns apps pelo meu pc normal e depois trasnferir para o android? Estou precisando de alguns apps para conexão 3G, na hora da compra me garatiram que funcionava, mas estes vendedores não entendem nada, só querem vender, o pós venda é péssimo. Fiz uma promessa que não comprarei mais nada que não seja em portugues. Os apps que preciso é o Easy Tether e também li algo sobre um aplicativo Apn brasil. Por favor poderia me orientar, por que estou perdida neste novo sistema operacional, principalmente sobre o market e o 3g, gostaria de confirmar se realmente roda 3G, já liguei na vivo e foi confirmado que funciona Sistema linux e como o android trabalha sob o linux tenho esta esperança.
Muito Obrigada. Carol
. por Vinicius (anônimo)