Em 2001 publiquei um pequeno artigo falando sobre as memórias MRAM, um tipo de memória RAM que armazena dados na forma de um pulso magnético, ao invés de eletricidade, como os diferentes tipos de memória RAM, SRAM e flash.
As memórias MRAM são mais rápidas e confiáveis que as memórias flash e, ao contrário dos chips de memória RAM e SRAM, conservam os dados quase que indefinidamente, sem necessiade de alimentação elétrica.
Depois de muita espera, a Freescale anunciou a disponibilidade dos primeiros chips de memória MRAM produzidos em escala comercial. É um começo modesto, pois os chips armazenam apenas 4 megabits (512 KB) de dados cada e são bastante caros. O ponto positivo é que os chips trabalham com tempo de acesso de apenas 35 ms, tanto para leitura, quanto para gravação, o que bate de longe os chips de memória Flash e rivaliza com os chips de memória SRAM usados em palmtops e no cache de HDs, oferecendo a vantagem de não perderem os dados armazenados e não precisarem de alimentação elétrica.
De início, o concorrente das memórias MRAM são justamente os chips de memória SRAM, que são o tipo mais rápido e caro de memória em uso atualmente. As aplicações são óbvias: HDs com caches que não perdem os dados quando o micro é desligado no botão, além de palmtops e celulares menores e com uma maior autonomia de energia.
A longo prazo, pode ser que as memórias MRAM passem a ser usadas em PCs, substituindo a memória RAM e assim permitindo que os PCs conservem o status e programas abertos mesmo quando desligados. A partir daí, quem sabe, novas técnicas de produção permita que passem a concorrer com as memórias flash, mas por enquanto, isso ainda é exercício de futurologia.
Veja mais detalhes nos links abaixo:
https://www.linuxdevices.com/news/NS3594361633.html
https://arstechnica.com/news.ars/post/20060710-7224.html
