A janela de configurações da máquina virtual esconde mais uma infinidade de opções importantes. Muitas delas são novidade nas versões recentes do VirtualBox, por isso mesmo que você já o tenha usado no passado, pode ser que não conheça muitas delas.
Na aba “Geral > Avançado” permite definir a pasta onde serão gravados os snapshots, um recurso bastante engenhoso do VirtualBox, que permite salvar o status da máquina virtual em qualquer ponto, voltando a ele posteriormente caso desejado. Você pode criar um snapshot antes de fazer mudanças na configuração do sistema e voltar para ele caso algo dê errado por exemplo, sem ter que passar pelo processo normal de recuperação do sistema:
Os snapshots armazenam tanto estado da memória RAM quanto dos arquivos no HD, permitindo que a VM seja restaurada exatamente no ponto em que estava quando o snapshot foi gravado. Em ve de gravar uma cópia burra do status, o VirtualBox armazena uma cópia diferencial, que é bem mais eficiente no uso do espaço. O tamanho dos snapshots em disco varia de acordo com a complexidade da VM, podendo ocupar de algumas centenas de megabytes a vários gigabytes de espaço.
Você pode salvar vários deles, mas não se esqueça de acompanhar o uso de espaço em disco. Eles são gerados através botão “Snapshots” ao lado do “Detalhes”. Você pode salvar um snapshot a qualquer instante, mas é necessário que a VM esteja desligada para que você possa retornar a um snapshot anterior.
O VirtualBox suporta o compartilhamento da área de transferência com a VM, que nas versões atuais vem habilitado por padrão. Em geral você vai desejar que ele seja bi-direcional, mas alguns consideram isso uma brecha de segurança, o que deu origem à opção.
Outra opção interessante é a opção Clonar, disponível no menu da janela principal do VirtualBox (selecione a VM na lista e use a opção “Máquina > Clonar”). Embora seja possível clonar uma VM simplesmente copiando a pasta, a opção de clonar é mais flexível, com a opção de criar uma cópia diferencial da VM, que similarmente a um snapshot usa os arquivos da VM original como ponto de partida, armazenando apenas uma cópia diferencial, diferente do clone completo onde todos os arquivos são duplicados, criando uma nava VM, completamente independente da primeira:
Assim como os snapshots, os clones são muito úteis na hora de fazer testes e experiências diversas, pois você pode fazer qualquer coisa destrutiva dentro da cópia e depois simplesmente deletá-la, voltando à VM original.
Outra opção relacionada é a “Arquivo > Exportar Appliance”, que permite empacotar uma VM já configurada, deixando-a pronta para ser instalada em outras máquinas usando a opção “Arquivo > Importar Appliance”. Novamente, é outra tarefa que poderia ser executada copiando a pasta, mas que fica mais prático usando a função:
Continuando, uma das preocupações com o uso de VMs é que elas consumam todos os recursos do sistema, deixado o PC lento e irresponsível. Isso pode ser resolvido na opção “Sistema > Processador”, onde você pode definir o número de núcleos disponíveis para a VM, bem como o percentual de utilização. A regra geral é que se você for reservar apenas um núcleo (o default) não existe problema em liberar 100% da utilização, mas se você for liberar o uso de todos os núcleos (melhorando assim o desempenho dentro da VM) é melhor ser um pouco mais precavido:




