Adeus, taxas de licença: Toyota cria sua própria engine 3D para fugir dos custos de opções comerciais

Cansada de depender de ferramentas pesadas e caras como a Unity para criar as interfaces digitais de seus carros, a Toyota decidiu colocar a mão na massa. A divisão norte-americana da empresa anunciou o desenvolvimento da Fluorite, uma game engine proprietária e de código aberto focada em alta performance para sistemas embarcados.

O objetivo não é criar o próximo Call of Duty, mas sim garantir que os painéis digitais e sistemas de infotainment dos carros rodem gráficos 3D fluidos, 

Por que criar uma engine do zero?

A Toyota considerou usar soluções de mercado, mas esbarrou em dois problemas:

  1. Custo: As taxas de licenciamento de engines comerciais encarecem o produto final.

  2. Performance: Engines genéricas consomem muitos recursos. A solução foi criar a Fluorite com uma arquitetura híbrida: o núcleo (Entity Component System) é escrito em C++ para máxima velocidade no hardware modesto do carro, enquanto a lógica e a interface usam Dart e o framework Flutter do Google, facilitando a vida dos designers.

Como Funciona?

A engine utiliza o renderizador Filament (também do Google) para gerar os gráficos 3D e introduz um sistema de “zonas interativas”. Isso permite que desenvolvedores criem botões e áreas clicáveis dentro do ambiente 3D do painel com facilidade. Por ser open source, a ferramenta pode ser adotada (e melhorada) por qualquer desenvolvedor ou até por outras montadoras que enfrentam o mesmo dilema de software.

Ver Mais

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
Postagem relacionada