PS5 e PS5 Pro ganham novo desbloqueio: 5 pontos importantes sobre o Relapse

A cena de desbloqueio do PlayStation 5 ganhou um de seus avanços mais importantes dos últimos anos. Publicado no fim de setembro, o exploit Relapse ampliou consideravelmente o número de consoles que podem executar código não autorizado, incluindo o PS5 Pro.

No X, o conhecido modder Lance McDonald resumiu o tamanho da novidade dizendo que praticamente qualquer PS5 que não tivesse sido atualizado recentemente poderia ser desbloqueado. Tecnicamente, porém, existe uma fronteira bem definida: o projeto oficial lista suporte aos firmwares 7.00 a 13.60.

 

Mas isso não significa que o PS5 finalmente tenha chegado ao equivalente de um desbloqueio definitivo. Estes são cinco pontos importantes para entender o assunto. 

1. O PS5 Pro também entrou na lista

Esse talvez seja o maior motivo para o Relapse ter chamado tanta atenção. Explorações anteriores normalmente estavam limitadas a versões muito antigas do software do PS5. Com o Relapse, a faixa avançou até o firmware 13.60, lançado em 2026, e inclui modelos base, Slim e também o PS5 Pro.

Isso aumenta bastante a quantidade de consoles potencialmente compatíveis e explica por que o assunto rapidamente ganhou espaço em comunidades de modding.

2. Não é um custom firmware permanente

É importante não confundir o Relapse com os antigos custom firmwares encontrados em outras gerações.

O exploit combina uma vulnerabilidade no WebKit com uma falha no kernel para conseguir acesso de leitura e escrita ao sistema e permitir a execução de código. Porém, o desbloqueio não é permanente: depois que o console é reiniciado, o processo precisa ser executado novamente.

Também não se trata da aguardada exploração pública do hypervisor, camada de segurança ainda mais profunda do PS5.

3. O desbloqueio abre espaço para homebrews e emuladores

O acesso ao kernel abre espaço para payloads e softwares desenvolvidos pela comunidade, incluindo ferramentas como o etaHEN, gerenciadores, modificações e emuladores. Nos últimos dias, a movimentação aumentou bastante. Projetos de homebrew estão sendo atualizados e já apareceram demonstrações de emulação de outros consoles, incluindo Nintendo Switch.

O cenário ainda está mudando diariamente. Não é uma plataforma madura em que todo aplicativo funciona igualmente bem em qualquer versão.

4. A estabilidade ainda é um problema real

Esse é provavelmente o ponto menos destacado nas manchetes sobre o desbloqueio. O próprio projeto Relapse avisa que o estágio WebKit pode precisar de várias tentativas e que o exploit de kernel pode provocar travamentos ou kernel panics.

No Reddit, os relatos variam bastante. Existem usuários obtendo sucesso repetidamente, enquanto outros descrevem congelamentos e reinicializações frequentes.

Um relato publicado neste sábado, 3 de outubro, afirma que sucessivas falhas acabaram levando o console a reparar o armazenamento e posteriormente exigir uma restauração de fábrica. 

Jailbreaking PS5 now works in the first try
by
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PS5_Jailbreak

 

Os próprios desenvolvedores chegaram a remover payloads inicialmente distribuídos junto ao Relapse após problemas de compatibilidade.

5. Atualizar o PS5 significa ficar de fora, pelo menos por enquanto

O Relapse termina no firmware 13.60. O firmware 14.00, distribuído em setembro, já está fora da faixa suportada.

E a Sony avançou novamente: a versão mais recente neste momento é a 26.06-14.10.00, distribuída no início de outubro. Nas notas oficiais, a companhia cita apenas “correções de segurança” e melhorias de desempenho e estabilidade, sem afirmar que elas estejam relacionadas especificamente ao Relapse.

É aí que surge o dilema tradicional da cena de desbloqueio: manter um console em um firmware antigo preserva a possibilidade de explorar vulnerabilidades, mas pode significar abrir mão de atualizações, recursos online e compatibilidade futura.

O Relapse não representa o fim da segurança do PS5. Mas é um avanço que está chamando atenção justamente por aproximar o desbloqueio de consoles muito mais recentes, inclusive o PS5 Pro, e reacender uma cena que ainda tem várias barreiras técnicas pela frente.

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William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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