LinkedIn é acusado de usar mensagens privadas para treinar IA sem consentimento dos usuários

Processo na Califórnia alega que a plataforma compartilhou dados de usuários com terceiros para treinar modelos de IA e alterou políticas de privacidade para 'cobrir seus rastros

O Linkedin, uma das maiores plataformas profissionais do mundo, está no centro de uma polêmica envolvendo privacidade e inteligência artificial. Segundo a BBC, um processo movido na Califórnia acusa a rede social de usar mensagens privadas dos usuários para treinar modelos de IA sem consentimento explícito. A ação judicial, que busca indenizações de até US$ 1.000 por usuário, também alega que a empresa alterou suas políticas de privacidade para justificar o uso dos dados.

As acusações: compartilhamento de dados e mudanças nas políticas

O processo, apresentado por um usuário do LinkedIn Premium em nome de “todos os afetados”, alega que a plataforma:

  1. Compartilhou mensagens privadas com terceiros para treinar modelos de IA.
  2. Adicionou uma configuração de privacidade que automaticamente optou os usuários por um programa de compartilhamento de dados.
  3. Alterou sua política de privacidade para incluir a divulgação de informações para fins de treinamento de IA.
  4. Modificou a seção de perguntas frequentes para indicar que os usuários podem optar por não compartilhar dados, mas sem afetar treinamentos já concluídos.

Segundo a ação, essas ações sugerem que o LinkedIn estava ciente de violar suas próprias promessas de privacidade e tentou “minimizar o escrutínio público”.

A defesa do LinkedIn

Um porta-voz do LinkedIn negou as acusações, classificando-as como “afirmações falsas sem mérito”. A empresa também destacou que o compartilhamento de dados para treinamento de IA não foi habilitado em países como Suíça, Reino Unido e Espaço Econômico Europeu.

Contexto: não é a primeira vez

Esta não é a primeira vez que o LinkedIn enfrenta ações judiciais relacionadas à privacidade. Em 2015, a empresa pagou US$ 13 milhões para resolver uma ação coletiva após reclamações de que enviou e-mails em excesso sem permissão dos usuários. Desta vez, no entanto, as acusações são mais graves e envolvem o uso de dados pessoais para treinamento de IA.

Impacto e possíveis consequências

O caso levanta questões importantes sobre privacidade e consentimento no mundo digital, especialmente em uma era em que os dados dos usuários são cada vez mais valiosos para o desenvolvimento de tecnologias como a IA. Se comprovadas as acusações, o LinkedIn poderá enfrentar multas significativas e danos à sua reputação.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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