Nem toda atualização de um homelab nasce de uma necessidade técnica. Às vezes, ela começa simplesmente porque o projeto parece interessante. Foi exatamente isso que um usuário do Reddit admitiu ao mostrar seu novo laboratório doméstico: um rack de 10 polegadas equipado com três mini PCs Lenovo ThinkCentre M90q formando um cluster Proxmox com alta disponibilidade. O detalhe que transformou a publicação em um dos assuntos mais comentados da comunidade foi outro: ele já possuía um servidor Unraid que executava todos os serviços importantes sem apresentar problemas.
Em vez de resolver uma limitação existente, o novo cluster acabou criando um desafio diferente: encontrar algo útil para fazer com tanta capacidade de processamento.
Por favor, me ajudem. Sou culpado de montar um mini-homelab para… praticamente nenhum propósito, disse ele.
A sinceridade do relato acabou gerando identificação entre outros entusiastas de homelab, muitos dos quais admitiram já ter passado pela mesma situação.
I built three servers so they could monitor each other
by
u/esteboune in
minilab
O rack reúne três Lenovo M90q, Proxmox e um Mac mini
Segundo o autor, o rack abriga três Lenovo ThinkCentre M90q equipados com processadores Intel Core i5-10500T e 32 GB de memória RAM cada um, formando um cluster Proxmox configurado com recursos de alta disponibilidade (HA).
O conjunto também inclui:
- patch panel de 12 portas;
- switch com porta SFP+ de 10 Gb/s (ainda sem uso);
- nobreak de 1.600 VA;
- um Mac mini dedicado apenas à reprodução de Plex e YouTube em uma TV do escritório via VNC.
Apesar da estrutura relativamente sofisticada, o próprio autor reconhece que seu servidor principal baseado em Unraid continua executando praticamente todas as cargas importantes e nunca apresentou falhas.
Agora o objetivo é justificar o investimento
Como o novo cluster ficou praticamente sem função, o usuário começou a migrar aplicações aos poucos apenas para aproveitar a infraestrutura recém-montada. Entre os primeiros serviços transferidos estão o Vaultwarden, enquanto ferramentas como Uptime Kuma e Beszel devem ser usadas para monitorar o próprio cluster.
Na prática, isso significa que parte da capacidade do sistema será utilizada apenas para acompanhar a saúde da própria infraestrutura. O próximo plano envolve instalar o n8n para automações, embora o próprio autor admita ainda não saber exatamente quais processos pretende automatizar.
O hardware sobra para as tarefas atuais
Questionado sobre a utilidade de três máquinas relativamente potentes para hospedar apenas alguns serviços leves, o autor respondeu que esse é justamente o “problema”.
Segundo ele, o conjunto oferece três processadores Core i5-10500T e um total de 96 GB de memória RAM praticamente ociosos. Até o momento, a aplicação mais pesada hospedada no cluster é um gerenciador de senhas, que utiliza apenas uma pequena fração dos recursos disponíveis.
Essa desproporção virou motivo de piadas entre os participantes da discussão, mas também abriu espaço para sugestões de novos projetos envolvendo Kubernetes, armazenamento em rede, virtualização e automação residencial.
A comunidade enxergou um hobby, não um desperdício
Embora o autor brinque dizendo que está tentando justificar a compra depois de concluída, a maioria das respostas encarou o projeto como um laboratório pessoal voltado ao aprendizado.
Na comunidade de homelab, montar uma infraestrutura maior do que a necessidade atual não é incomum. Muitos usuários utilizam esses ambientes para aprender virtualização, redes, alta disponibilidade, containers e automação antes de aplicar esse conhecimento em projetos profissionais ou pessoais.
No fim das contas, a publicação acabou resumindo uma situação bastante conhecida entre entusiastas de hardware: às vezes, a graça está mais em construir a infraestrutura do que em encontrar algo realmente importante para executar nela.
Confira abaixo mais alguns projetos de homelab
Esta postagem foi modificada pela última vez em 06/08/2026 10:08