Na China, até mesmo o papel higiênico virou moeda de troca digital. Em algumas cidades, banheiros públicos estão equipados com máquinas que só liberam algumas folhas após o usuário assistir a uma propaganda em seu smartphone.
Cyberpunk Reality in #China: Toilet Paper Now Costs Money
In some public restrooms in China, toilet paper is no longer free.
For a small piece of paper, you now have to pay around 6 rubles — or watch an ad on a screen to get it.
A true glimpse of a futuristic, cashless society… pic.twitter.com/HMm2v0LyTA
— WORLD INSIGHT (@WORLDINSIGHTCH) September 8, 2025
Quando até ir ao banheiro vira propaganda
Quem precisa usar esses sanitários encontra um dispensador um tanto inusitado: o papel só sai depois de escanear um QR Code e assistir a um anúncio. Caso a quantidade liberada não seja suficiente, o usuário tem duas opções: pagar 0,5 yuan (cerca de R$ 0,35) para receber mais folhas ou desembolsar o mesmo valor para pular a publicidade.
Controle antigo com nova tecnologia
Essa não é a primeira vez que a China usa tecnologia para limitar o uso de papel higiênico em banheiros públicos. Em 2017, dispensadores com reconhecimento facial foram testados em pontos turísticos como o Parque do Templo do Céu, em Pequim. O sistema restringia a quantidade disponível por pessoa e impunha um intervalo de 9 minutos para novos acessos. Na época, houve críticas pelo constrangimento causado e dúvidas sobre a eficácia para o público em geral.
Relatos e impactos do sistema atual
O modelo atual gerou viralização e muitas críticas nas redes sociais chinesas. Usuários relatam casos de constrangimento e frustração por dependerem do celular com bateria e conexão à internet para conseguir papel. Há ainda preocupações sanitárias ao mexer no celular dentro do banheiro, e relatos de pessoas que optaram por carregar seu próprio papel para evitar o desconforto.
O argumento oficial: reduzir desperdício
Autoridades locais defendem a medida como um incentivo à economia de papel higiênico, evitando desperdício e furtos em locais muito movimentados. Para eles, a barreira tecnológica estimula a população a consumir com mais consciência.
