YouTube remove canais infantis; Bel Peres protesta na sede do Google em SP

YouTube remove canais infantis: Bel Peres protesta no Google SP. Entenda a adultização e a resposta da plataforma. Relatos citam até 18 mil.

O YouTube removeu canais infantis em uma ação que já atingiu perfis populares na plataforma, levando a influenciadora Bel Peres, do canal “Bel para Meninas”, a organizar um protesto na sede do Google em São Paulo. A youtuber de 18 anos teve seu canal excluído em 20 de agosto por supostas violações às políticas de segurança infantil, e convocou seus seguidores para o ato que aconteceu na tarde desta sexta-feira (29).

A remoção do canal de Bel acontece em meio à intensificação do debate sobre adultização de crianças na internet. Após a exclusão de sua conta, a criadora de conteúdo se manifestou em outras redes sociais, afirmando que alguns dos vídeos criticados foram “manipulados ou tirados do contexto” e contestando veementemente a decisão da plataforma.

 

 
 
 
 
 
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O caso de Bel ganhou notoriedade após ser mencionado no vídeo do influenciador Felca sobre adultização infantil, que viralizou nas redes sociais. No material, foram apontadas situações em que a mãe de Bel, que na época tinha apenas 12 anos, supostamente a submetia a situações inadequadas em busca de engajamento online.

A onda de remoções não se limitou ao canal de Bel Peres. Outros perfis populares como João Caetano, Taspio, e Paty e Dedé também foram excluídos pela plataforma. Embora circulem informações de que o YouTube remove canais infantis em uma operação que teria atingido entre 15 e 18 mil contas, a empresa não confirmou oficialmente esses números.

Em comunicado oficial, a plataforma afirmou que todo conteúdo direcionado a menores de idade com temas sexuais ou violentos viola suas diretrizes. O YouTube declarou que remove esse tipo de material assim que identificado e que tem tomado medidas contra diversos canais, seja removendo-os completamente ou restringindo o acesso por idade, de acordo com suas políticas de segurança infantil.

Os criadores de conteúdo afetados pela exclusão alegam estar sofrendo perseguição tanto por parte da plataforma quanto do público. O debate sobre adultização não ficou restrito às redes sociais e chegou à esfera política brasileira, resultando no avanço do PL 2628, já aprovado pelo Senado, que visa proteger crianças e adolescentes contra exploração na internet.

Essa mobilização evidencia a crescente preocupação com a segurança de menores no ambiente digital e coloca em questão os limites éticos da produção de conteúdo envolvendo crianças, além de destacar a responsabilidade das plataformas em garantir um ambiente seguro para todos os usuários.

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Cearense. 37 anos. Apaixonado por tecnologia desde que usou um computador pela primeira vez, em um hoje jurássico Windows 95. Além de tech, também curto filmes, séries e jogos.
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