Ou quase isso, já que a arquitetura de processador dominante no Android é diferente da dominante no Windows. Uma breve apresentação do Wine para processadores ARM foi feita na FOSDEM nesta semana. O Wine permite rodar programas feitos para Windows dentro do Linux ou OS X, e serve de base para o CrossOver, uma solução comercial focada em aplicativos conhecidos e jogos. Em processadores ARM a coisa fica mais complicada, visto que os apps mais populares para Windows são x86.
Alexandre Julliard, desenvolvedor original por trás do Wine, demonstrou rapidamente um port dele para o Android, que no final das contas é um sistema baseado em Linux. O desenvolvimento ainda está em andamento, falta muita, muita coisa. Por isso o projeto ainda não ganhou tanta atenção. Mas será interessante, especialmente para tablets ou aparelhos conectados a monitores externos:
O demo foi mais lento do que o normal pois o Android estava sendo emulado num MacBook. Segundo o pessoal de lá, ao rodar num dispositivo o desempenho não era tão ruim.
O Phoronix, que acompanha de perto vários projetos relacionados a Linux, tem mais algumas imagens. Mas ainda não há tantos detalhes. Fica no ar a questão da compatibilidade com os softwares x86, visto que a página sobre ARM no site oficial do projeto deixa claro que eles não rodarão no Wine em processadores ARM (que é o caso deste port para Android). Ele seria útil para apps baseados na winelib e talvez WinCE, além de (eventualmente) os apps do Windows RT. Provavelmente a melhor utilidade para os apps atuais seria um port do Wine para Android x86 mesmo, rodando nos (ainda poucos) dispositivos com processadores Intel.

