Se você está curioso sobre como o novo sistema operacional da Microsoft se comporta no dia-a-dia e o quanto os recursos oferecidos pelo sistema (bem como as limitações, incluindo a falta de multitarefa real, impossibilidade de remover o cartão de memória, etc.) influenciam na experiência de uso, este artigo do Hexus é uma boa leitura.
O editor comprou um Omnia 7 logo no dia do lançamento e escreveu sobre a experiência com o aparelho desde então. No geral, ele elogiou o bom desempenho do sistema (impulsionado pelas generosas especificações do hardware) e a intuitividade das funções, mas ao mesmo tempo chamou a atenção para as limitações da interface, incluindo a exibição de todos os aplicativos instalados em uma única lista organizada alfabeticamente, a impossibilidade de agrupar e organizar os aplicativos e a falta de suporte a copiar e colar.
Em outras palavras, o Windows Phone 7 repete muitas das limitações das primeiras versões do iOS (que visivelmente serviu de inspiração para a Microsoft) e como resultado os usuários interessados no sistema precisarão ter paciência em esperar até que a Microsoft apare as arestas e consiga oferecer uma boa base de aplicativos. O grande problema é que já estamos praticamente em 2011, e não em janeiro de 2007; resta saber quantos terão paciência para esperar.
Mesmo que o Windows Phone 7 venha a fazer sucesso nos EUA, é improvável que ele repita o mesmo sucesso por aqui, pelo menos não de início, uma vez que além da tradicional concorrência do iPhone e de aparelhos high-end com o Android, já temos uma grande oferta de Androids acessíveis, começando com o Motorola Milestone, que apesar de já ultrapassado, ainda oferece bons recursos (incluindo a possibilidade de usar uma das imagens extra-oficiais do Froyo) e pode ser encontrado por menos de 900 reais. A primeira leva de aparelhos com o Windows Phone 7 custará perto da faixa dos 2.000 reais, o que assustará muitos dos potenciais interessados.