A barra de tarefas vertical do Windows 11 está prevista para retornar em 2026, resgatando um dos recursos mais requisitados pela comunidade de usuários desde que o sistema foi lançado, em 2021. A novidade foi divulgada pelo site Windows Central e representa uma guinada importante na abordagem adotada pela Microsoft, que havia eliminado completamente essa funcionalidade na migração do Windows 10 para o Windows 11.
O que ainda não era de conhecimento público é que essa decisão polêmica gerou discordâncias até dentro da própria Microsoft. Mikhail Parakhin, ex-diretor executivo de Publicidade e Serviços Web da companhia, afirmou recentemente ter se posicionado contra a extinção da barra de tarefas vertical, classificando-a como um dos recursos mais valiosos para a produtividade dos usuários.
Parakhin não é o único ex-colaborador da Microsoft a manifestar insatisfação com escolhas de design do Windows 11. Em 2024, Andy Young, ex-engenheiro sênior de software com mais de 13 anos de empresa, apontou falhas de desempenho no sistema, chegando a classificar o menu Iniciar como “ridiculamente mal feito”.
O retorno da barra de tarefas reposicionável integra um esforço mais amplo da Microsoft para melhorar a imagem do Windows 11 ao longo de 2026. A empresa também está repensando sua abordagem de inteligência artificial no sistema operacional, o que pode envolver a redução ou até a supressão de funcionalidades ligadas ao Copilot em programas como o Bloco de Notas e o Paint, caso os usuários não demonstrem interesse por elas.
Para quem acompanha o desenvolvimento do Windows 11 no Brasil, a novidade é bem-vinda. A possibilidade de fixar a barra de tarefas nas laterais da tela é especialmente prática em monitores ultrawide, que ganham cada vez mais espaço no mercado nacional, ou em setups com múltiplos monitores, permitindo um uso mais eficiente da área vertical disponível.
Enquanto a atualização oficial não chega, os usuários brasileiros ainda recorrem a soluções de terceiros como StartAllBack e ExplorerPatcher — aplicativos disponíveis em português que permitem personalizar diversas configurações visuais do Windows 11.
A ausência da barra vertical foi tão impactante que acabou aquecendo o mercado de ferramentas como Stardock e Windhawk, que oferecem maneiras de modificar a orientação da barra de tarefas. Esses programas têm sido a única saída para quem depende de um recurso presente no ecossistema Windows desde 1995.
Parakhin também mencionou que a Apple chegou a se inspirar nessa funcionalidade do Windows para criar o Dock do macOS, após a aquisição da tecnologia.
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