O governo venezuelano implementou bloqueios significativos em mais de 40 serviços de DNS públicos, incluindo os populares “8.8.8.8” do Google e “1.1.1.1” da Cloudflare. Além disso, 21 serviços de Redes Privadas Virtuais (VPNs) tiveram seus domínios bloqueados, afetando plataformas como NordVPN, ExpressVPN e ProtonVPN.
Essas ações restringem significativamente o acesso dos cidadãos venezuelanos a ferramentas que permitem contornar censuras governamentais, limitando a liberdade de informação e expressão no país.
Contexto de Censura na Venezuela
O governo venezuelano tem intensificado o controle sobre as plataformas digitais. Em dezembro de 2024, o Tribunal Supremo de Justiça multou o TikTok em 10 milhões de dólares e ordenou a abertura de um escritório no país, alegando a incapacidade da plataforma de evitar a publicação de conteúdos perigosos para menores.
Outro país que segue promovendo avanços em termos de intensificar o cerco contra a web é a Rússia. O governo de Putin já está realizando testes de desconexão da internet global e intensificou a batalha contra o uso de VPN.
Em termos de tecnologia, os métodos de bloqueio na Venezuela são semelhantes aos utilizados no Brasil, onde as autoridades instruem provedores de internet a bloquear conteúdos específicos através de endereços IP e servidores DNS. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está testando um sistema automatizado chamado Lacre Virtual para agilizar esse processo.
Restrição ao TikTok
O aplicativo TikTok também sofreu restrições, com bloqueios noturnos em todo o país, limitando seu uso apenas durante o dia. Essa medida segue uma tendência de maior controle sobre plataformas digitais na Venezuela.