Em uma avaliação preliminar, a Comissão Europeia (CE) concluiu que as plataformas da Meta violaram as normas de conteúdo da UE. A CE exigiu que o Facebook e o Instagram fizessem alterações.
As mudanças incluem: desativar recursos importantes que causam dependência, aprimorar o recurso de lembrete de tempo de tela e ajustar o sistema de recomendação para reduzir a interação.
A Meta manifestou discordância com as conclusões da Comissão Europeia, mas afirmou que continuaria a “cooperar de forma construtiva”.
Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da UE, disse à Reuters que os algoritmos atuais do Facebook e do Instagram são considerados muito viciantes e precisam ser alterados. Se a Meta não se ajustar, a Comissão Europeia emitirá uma decisão concluindo que a empresa está em situação irregular.
A Meta poderá responder antes que a Comissão Europeia tome uma decisão final nos próximos meses. Caso seja considerada culpada de violação, a empresa poderá enfrentar multas de até 6% de sua receita global anual.
Essa não é a única medida da UE contra a Meta. A Comissão Europeia também está investigando o “efeito toca do coelho”, em que os algoritmos do Facebook e do Instagram sugerem constantemente conteúdo semelhante ao que os usuários estão visualizando, levando-os a continuar assistindo.
Em outro caso anunciado em abril, a Comissão Europeia também solicitou à Meta que reforçasse as medidas para impedir que crianças menores de 13 anos acessassem as redes sociais da empresa.
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