Ativistas pedem que União Europeia imponha 15 anos de atualizações de software para frear obsolescência programada

Ativistas pedem que a União Europeia obrigue fabricantes a oferecer 15 anos de suporte de software para reduzir lixo eletrônico e proteger consumidores.

Nota do Editor: Durante o recesso, estamos republicando matérias que foram destaque ao longo de 2025. Este conteúdo foi originalmente publicado em 21 de setembro de 2025. Nossa cobertura regular retorna na próxima segunda-feira, 05 de janeiro de 2026. Abraço!


A coalizão Right to Repair Europe enviou um apelo oficial à Comissária Europeia de Meio Ambiente, Jessika Roswall. O pedido: criar regras que garantam até 15 anos de atualizações de software e segurança para notebooks, tablets e outros dispositivos eletrônicos.

O movimento critica a prática de obsolescência programada, quando equipamentos em perfeito estado deixam de receber suporte digital, tornando-se obsoletos de forma artificial. A meta, segundo os ativistas, é alinhar o ciclo de suporte ao ciclo real de vida do hardware, reduzindo o descarte prematuro e os custos para consumidores.

O caso Windows 10: um “alerta europeu”

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No Dia Internacional dos Resíduos Eletrônicos, em 14 de outubro, a Microsoft libera a última atualização gratuita para o Windows 10. Depois disso:

  • Usuários terão que pagar pelo programa pago ESU (Extended Security Updates).

  • Quem tiver hardware compatível poderá migrar ao Windows 11.

  • Quem não cumprir os requisitos técnicos (como chip TPM 2.0 e processadores modernos) ficará sem suporte oficial.

Um efeito dominó no setor

A situação da Microsoft não é um caso isolado. No ecossistema mobile, mudanças parecidas já colocaram em risco milhões de iPhones antigos, que podem perder suporte com o iOS 26. Se nada for feito, alertam ONGs e especialistas, o ciclo anual de descarte tende a acelerar, ampliando os impactos ambientais e pressionando famílias e pequenas empresas a trocarem de aparelhos com mais frequência.

Bruxelas no centro da decisão

A União Europeia já discute um novo regulamento de ecodesign que exige cinco anos de atualizações para smartphones e tablets. Ainda assim, o Right to Repair Europe afirma que esse prazo não acompanha a realidade de uso dos notebooks e PCs, que costumam durar mais de uma década.

O grupo pede que a Comissão Europeia vá além e estabeleça normas horizontais de suporte: as atualizações de software deveriam seguir a expectativa de vida útil de cada tipo de hardware.

Para os ativistas, estender o tempo de suporte é crucial para combater o desperdício, reduzir a necessidade de substituições forçadas e dar aos cidadãos maior direito de escolha.

Microsoft sob críticas

A empresa afirma que deu prazo suficiente, mais de dez anos, para que consumidores migrassem de versão. E que o programa ESU garante um “plano de transição” para quem não pode atualizar de imediato.

Críticos, no entanto, argumentam que o custo desse programa é proibitivo para usuários domésticos e pequenos negócios. Na prática, o modelo beneficiaria grupos corporativos, deixando milhões de pessoas sem opção acessível além de descartar o computador e comprar outro.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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