Rodrigo Simon publicou no grupo do Facebook “Retro PC Brasil Vendas e Coleções” fotos de uma bancada equipada com três placas de vídeo Radeon HD 4890 conectadas pelas tradicionais pontes CrossFire, e resumiu o principal obstáculo do projeto em uma frase: “Só preciso de um patrocinador de fonte.” Também é possível observar que a placa-mãe utilizada é a ASUS P6X58D-e a fonte é um modelo RGPS de 500W da Redragon.
Três Radeon HD 4890 transformam a fonte em parte importante do projeto
Lançada em abril de 2009, a Radeon HD 4890 foi uma das placas mais rápidas da geração HD 4000 da ATI. O modelo de referência utilizava o chip RV790 fabricado em 55 nm, com 800 stream processors, 1 GB de memória GDDR5 em interface de 256 bits e GPU operando a 850 MHz.
Eficiência energética não era exatamente sua principal qualidade. Em testes realizados na época, o Tom’s Hardware diz que a ATI indicava 160 W para a Radeon HD 4870 e 190 W para a HD 4890 sob carga, um aumento de 30 W. Nos próprios testes da Tom’s, o consumo total do sistema aumentou cerca de 25 W em carga com a HD 4890 em relação à HD 4870. Três placas desse porte colocam uma carga considerável sobre a linha de 12 V antes mesmo de entrar na conta o processador, placa-mãe, ventoinhas, armazenamento e eventuais overclocks.
CrossFire permitia transformar várias GPUs em uma só máquina gráfica
O CrossFire foi a resposta da ATI ao SLI da NVIDIA. Em vez de depender de apenas uma GPU, jogos compatíveis podiam dividir a renderização entre duas ou mais placas.
A própria AMD chegou a promover plataformas capazes de trabalhar com três ou quatro GPUs, e o CrossFireX virou uma das vitrines das placas-mãe entusiastas daquela geração. O problema é que acrescentar GPUs nunca significou multiplicar o desempenho na mesma proporção. O ganho dependia do jogo, do driver e do perfil CrossFire disponível.
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