Antigamente as telas sensíveis ao toque resistivas dominavam o mercado, e a caneta stylus reinava. Mais recentemente, os smartphones e tablets incorporaram as telas capacitivas, capazes de rastrear a ponta de um dedo. Essas telas tem a precisão reduzida, o que pode ser melhorado com a caneta, mas o suporte a toques múltiplos é provavelmente o quesito mais importante dos aparelhos modernos.
Uma tela capacitiva tradicional pode rastrear somente objetos que sejam condutivos, que alteram o campo eletrostático da tela. Isso funciona muito bem para nossa pele, mas não muito com a stylus. A Hitachi acredita que pode agradar a gregos e troianos, desenvolvendo uma nova tecnologia de tela capacitiva que funciona com dedos, canetas plásticas, mãos com luvas, e outros materiais não condutivos.
E mantendo a precisão: a empresa afirma que o erro oscila entre 0,5 mm para mais ou para menos. Mais interessante ainda na tela é que ela é capaz de suportar toque de uma caneta e de um dedo simultaneamente. E ao contrário das telas resistivas, que geralmente requerem um pouco de pressão, a Hitachi afirma que este design capacitivo continua a responder apenas ao mais leve e sutil toque.
A tela foi exibida na FPD International, no Japão, na semana passada. Não há informação de custos, mas a produção em massa se iniciará no segundo semestre do próximo ano.