Em 2003, a SCO estarreceu o mundo ao lançar um massivo litígio contra a IBM e outras grandes corporações, alegando que o Linux violava diversos pontos não especificados de sua propriedade intelectual sobre o Unix. Isso lançou uma grande sombra de incerteza sobre o sistema, já que em teoria o litígio poderia se estender a outras grandes empresas utilizando o sistema, ou até mesmo invalidar a GPL.
Embora não tivesse sido citada no caso original, a Novell rapidamente se manifestou, alegando que ela era a verdadeira detentora da propriedade intelectual, o que levou a SCO a ter que enfrentar uma batalha em duas frentes.
Apesar do susto inicial, o caso da SCO logo se revelou muito mais frágil do que se imaginava, e a empresa passou a lutar uma batalha perdida nos tribunais, mantendo um ritual de moções e apelações para reverter decisões desfavoráveis. Outros fatos sobre a real natureza do caso também começaram a surgir, incluindo indícios de que a SCO enfrentava problemas financeiros e que o caso havia sido usado para valorizar as ações e até mesmo que Microsoft havia contribuído com um aporte de US$ 106 milhões que financiaram a SCO durante os primeiros anos.
O caso essencialmente destruiu os negócios a SCO e a empresa se converteu em um zumbi jurídico, cuja única atividade era tentar manter o caso aberto e evitar a insolvência. Depois de muito espernear, a SCO finalmente perdeu a batalha, com o juiz Ted Stewart, descretando o fim do caso em favor da Novell e negando o pedido de um novo julgamento por parte da SCO.
A wikipedia inclui uma boa entrada, com detalhes sobre o caso e uma linha do tempo.
Para quem está interessado nas nuances jurídicas, uma boa parada é o post do Groklaw.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 15/06/2010 13:48