A OpenAI confirmou que terá uma base física no Brasil até o fim de 2025. O escritório será instalado em São Paulo e marcará a primeira operação oficial da empresa na América Latina.
Por que o Brasil?
O país é hoje um dos maiores mercados globais da companhia. De acordo com a OpenAI, o ChatGPT já soma mais de 50 milhões de usuários mensais no Brasil, consolidando a região como prioridade estratégica. Esse crescimento acelerado, aliado ao protagonismo do país em debates sobre regulação de IA, pesou na escolha.
Segundo dados recentes da própria OpenAI, o Brasil já ocupa a terceira posição no ranking mundial de utilização da ferramenta, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. O volume impressiona: são mais de 140 milhões de mensagens enviadas diariamente por usuários brasileiros, um retrato do engajamento crescente com a inteligência artificial no país.
Esse protagonismo reflete a velocidade com que a tecnologia vem sendo adotada por diferentes faixas etárias e perfis profissionais. Nicolas Andrade, head de política para América Latina e Caribe da OpenAI, ressalta que “o Brasil está entre os três países do mundo com maior uso semanal do ChatGPT. Esses números não são apenas estatísticas — são um poderoso testemunho da criatividade e da curiosidade do povo brasileiro”. Para ele, o desafio atual é garantir que os benefícios da IA sejam “amplos, inclusivos e sustentáveis” no país.
Os millennials lideram a adoção, com 33% concentrados na faixa entre 25 e 34 anos, seguidos pela Geração Z, que representa 27% do público, entre 18 e 24 anos. As principais finalidades de uso incluem:
- Redação e comunicação (20%);
- Aprendizado (15%);
- Programação e ciência de dados (6%);
- Ideação criativa (5%);
- Tradução (2%).
A distribuição geográfica também chama atenção. Estados como São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina lideram em número de acessos, mas regiões tradicionalmente fora do eixo tecnológico, como Tocantins, Amapá e Ceará, também figuram entre os destaques. Isso indica que, apesar das desigualdades de acesso digital, a penetração da IA avança em diferentes contextos regionais, expandindo oportunidades de estudo, criação e trabalho colaborativo.
Mais do que vendas
Fontes ligadas à empresa afirmam que o espaço em São Paulo não será apenas um ponto comercial. A proposta inclui:
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Centro de treinamento e workshops para empresas e desenvolvedores.
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Ponto de encontro com comunidade acadêmica e criativa.
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Espaço de diálogo regulatório, para discutir o uso responsável da IA.
Na prática, isso significa que o escritório funcionará também como hub de inovação, e não apenas como uma sede corporativa.
Movimento global
A abertura em São Paulo faz parte de uma expansão mais ampla da OpenAI, que já opera escritórios em cidades como Londres, Dublin e Tóquio. A estratégia é estar presente em regiões onde o impacto da IA cresce de forma acelerada — e a América Latina, puxada pelo Brasil, é peça-chave nesse tabuleiro.
Impacto para o mercado local
Para profissionais de tecnologia e negócios, a presença física da OpenAI no Brasil pode acelerar parcerias com startups e universidades, além de atrair talentos locais para projetos ligados à inteligência artificial.
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